O avanço dos drones no Brasil: o que você precisa saber sobre sua legalização e uso na engenharia

A busca por destaque tecnológico movimenta milhões de dólares em todo o mundo e está presente nas mais diversas áreas. No campo militar não é diferente e, em um dos avanços realizados, criaram-se uns aparelhos cada vez mais comuns em nosso cotidiano: os drones.

Estes são, teoricamente, aeronaves que não necessitam de tripulação para serem guiadas, sendo controlados à distância por meio de mecanismos eletrônicos, com supervisão humana ou com o uso de CLP (controladores lógicos programáveis).

Sabia disso? Os drones foram desenvolvidos, inicialmente, para fins militares, com o objetivo de realizar missões consideradas de alto risco para os seres humanos.

Apesar de ser originado nos meios militares, os drones são, atualmente, cada vez mais comuns em nosso dia a dia. O processo de introdução dos drones no mercado ocorre de forma tímida, mas é um fato evidente e crescente. Fotógrafos, cinegrafistas e inúmeras empresas com atuação relacionada à engenharia utilizam desse método tecnológico para aprimorar a eficiência e reduzir gastos operacionais e trabalhistas.

Legalização do uso de drones

A legislação brasileira ainda não possui textos específicos que tratem sobre a utilização de drones, logo, os mesmos são considerados pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) como aeronaves. Desse modo, o registro de pilotos aptos a controlar estes dispositivos é realizado pelo mesmo procedimento que capacita humanos a pilotar um Boeing.

As leis do Brasil proíbem alguns casos de uso de drones que são comuns no exterior. No Reino Unido, por exemplo, a empresa Amazon realiza entrega de produtos e no Japão o monitoramento de túneis de obras de metrôs é feito com o auxílio destes mecanismos tecnológicos.

Apesar de inúmeros casos de proibições, o uso corporativo destes instrumentos é permitido e tal liberdade é vista como uma oportunidade brilhante em empresas como a mineradora Vale e a Companhia de Energia AES Tietê. Tais corporações são estimuladas por ideias de redução do custo com mão de obra humana e maior eficiência da realização de suas atividades, pensamentos que, a longo prazo, podem gerar lucro de milhões de reais.

Uso na Engenharia

Nas empresas ligadas à Engenharia não poderia ser diferente. Os dispositivos eletrônicos sobrevoam canteiros de obras registrando o avanço das atividades, fotografam áreas gigantes de redes elétricas, realizam levantamentos topográficos avançados, dentre outras funções.

Algumas empresas relatam que os drones realizam a mesma tarefa feita por um humano em apenas um terço do tempo e custando metade das despesas. Um exemplo claro da solucionabilidade gerada por estes equipamentos é verificado na AES Tietê, empresa responsável pela administração de 12 usinas hidrelétricas. Durante a operação de monitoramento das atividades era necessário o deslocamento de um veículo para transportar as equipes responsáveis por verificar as áreas ao redor da represa, barcos com medidores de vazão da água e acúmulo de material, além de mergulhadores verificando a parte mais profunda do reservatório. Atualmente, todas essas atividades são realizadas com drones aéreos, aquáticos e subaquáticos. Além da vantagem em relação ao tempo, essas aeronaves não tripuladas levam vantagem também no quesito precisão, já que os dados coletados dificilmente apresentam margem de erro considerável.

Outro caso bastante interessante da aplicação dos drones é a utilização para a “construção” de verdadeiras estruturas. Um projeto,  ainda em fase de teste, da empresa suíça de arquitetura Gramazio Kohler Architects, controla estes dispositivos com a finalidade do estabelecimento de ligações entre diferentes construções de um modo muito prático. O tema é super interessante e, debatido com maior detalhes em outro artigo aqui do Blog da Engenharia.

Apesar da grande relevância nas atividades realizadas, a inserção dos drones nas empresas é um processo lento. Aspectos relacionados à legalização dos instrumentos, capacitação humana e dúvidas acerca das regulamentações faz com que as empresas fiquem receosas de implantar estes mecanismos. Além disso, a mão de obra humana, apesar de ser cara e de complicada manipulação, sempre será a mais eficiente no tratamento de inúmeras atividades, pela percepção que somente é inerente aos seres humanos. Qual sua opinião sobre isso?

Fonte: http://blogdaengenharia.com/ 

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