Para reduzir gastos em 25%, prédios investem em hidrômetros individuais

A divisão da conta de água nos condomínios virou lei federal. Daqui a cinco anos, quando a regra entrar em vigor, todos os prédios novos devem ter hidrômetros individuais “de fábrica”, colocados pelas construtoras. A economia de água prevista é de 25% por apartamento, segundo a Sabesp.

A lei não vale para prédios antigos. Mesmo assim, muitos decidiram investir em hidrômetros em busca de uma conta mais justa no fim do mês, sem ter que ratear o valor total de consumo com vizinhos “gastões”.

O edifício Portovenere, no Campo Belo (zona sul de São Paulo), começou a instalar os medidores individuais na última semana. A previsão é que todos os 42 apartamentos estejam adaptados até quarta (10). Hoje, a conta de água fica em cerca de R$ 75 ao mês por unidade.

O aposentado Wilson Mello, 77, e sua mulher, Cenise, 75, moradores do condomínio, estão otimistas. “Vivemos só nós dois, gastamos pouco. Há famílias com cinco pessoas que usam muita água. Agora, vamos pagar o que é justo”, diz ele.

O condomínio Sky Campo Belo, no mesmo bairro, concluiu a montagem dos equipamentos nos 314 apartamentos no início de julho. O processo de mudança demorou mais que o previsto.

“Por ser um prédio novo, algumas unidades estavam vazias. Também era difícil agendar a instalação com os moradores, que nem sempre estavam disponíveis”, diz o empresário Carlos Coutinho, síndico do edifício.
A principal motivação para investir nos medidores foi a diferença entre o tamanho dos imóveis, que variam de 49 m² a 250 m². A obra custou cerca de R$ 500 por família.

Há prédios que preferiram não fazer a troca do sistema neste momento. Foi o caso do condomínio Impression, localizado na Vila Andrade (zona sul). O custo da reforma (R$2.500 por apartamento) pesou na hora da decisão.

“Além da individualização, os moradores teriam que quebrar os seus imóveis. Estamos em crise, o momento é inadequado”, justifica a arquiteta Isabel Cueto, síndica do prédio.

Dois caminhos
Os moradores de São Paulo que quiserem instalar medidores podem escolher entre dois caminhos: contratar uma das seis empresas com tecnologia homologada pela Sabesp, por meio do programa Proacqua, ou realizar a individualização sem relação com a concessionária, por sistemas de autogestão.

No primeiro caso, a empresa apenas instala os hidrômetros, e a leitura do consumo de cada apartamento fica a cargo da Sabesp, que envia uma conta por unidade. Na autogestão, o condomínio continua a receber uma conta unificada da concessionária e fica a cargo da empresa contratada medir quanto cada família consumiu.

A implantação do sistema de autogestão é mais barata. Na empresa Laager, por exemplo, no caso de condomínios com infraestrutura para a individualização, o valor é de R$ 350 por imóvel. Já pelo sistema da Sabesp, custa entre R$ 650 e R$ 800.

Os dois métodos têm prós e contras. Uma vantagem da autogestão é viabilizar a medição individual em prédios que não têm infraestrutura para instalar hidrômetros separados, segundo Rubens Filho, presidente da AABIC (associação de condomínios).

Já a mudança feita por meio do Proacqua evita que os moradores do condomínio tenham que arcar com os custos dos inadimplentes, já que a conta é individual.DOIS CAMINHOS

Os moradores de São Paulo que quiserem instalar medidores podem escolher entre dois caminhos: contratar uma das seis empresas com tecnologia homologada pela Sabesp, por meio do programa Proacqua, ou realizar a individualização sem relação com a concessionária, por sistemas de autogestão.

No primeiro caso, a empresa apenas instala os hidrômetros, e a leitura do consumo de cada apartamento fica a cargo da Sabesp, que envia uma conta por unidade. Na autogestão, o condomínio continua a receber uma conta unificada da concessionária e fica a cargo da empresa contratada medir quanto cada família consumiu.

A implantação do sistema de autogestão é mais barata. Na empresa Laager, por exemplo, no caso de condomínios com infraestrutura para a individualização, o valor é de R$ 350 por imóvel. Já pelo sistema da Sabesp, custa entre R$ 650 e R$ 800.

Os dois métodos têm prós e contras. Uma vantagem da autogestão é viabilizar a medição individual em prédios que não têm infraestrutura para instalar hidrômetros separados, segundo Rubens Filho, presidente da AABIC (associação de condomínios).

Já a mudança feita por meio do Proacqua evita que os moradores do condomínio tenham que arcar com os custos dos inadimplentes, já que a conta é individual.

Tira dúvidas
Como faço para instalar um hidrômetro?
Procure uma das seis companhias homologadas pela Sabesp, através do programa Proacqua, ou uma empresa que ofereça o sistema de autogestão, sem relação com a concessionária.

Qual a diferença entre os sistemas?
No primeiro caso, cada apartamento recebe uma conta individual. No outro, a conta do condomínio continua conjunta e cabe à empresa contratada medir o consumo dos imóveis.

Todos os prédios podem adotar contas individuais?
É preciso que as unidades tenham infraestrutura para adotá-lo, como um ponto para instalação do hidrômetro do lado de fora do imóvel, não dentro, como é comum em prédios antigos. Em caso negativo, é preciso realizar obras, aumentando o prazo de implantação do sistema e o valor do investimento.

Quanto custa a instalação dos hidrômetros?
O preço varia de acordo com o tamanho do apartamento, com a infraestrutura necessária e com o sistema escolhido e pode partir de R$ 350 a R$ 3.500 por imóvel.

É preciso pagar uma taxa mensal às empresas que realizam autogestão?
Sim. Na empresa Lao Indústria, por exemplo, a taxa de manutenção é de R$ 5 mensais por hidrômetro.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/

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