Você sabe como é feito o reaproveitamento dos materiais da construção civil?

reaproveit.resduos_27_07“É fato que toda construção gera muitos resíduos. Se em uma pequena obra já é preciso pensar no reaproveitamento dos materiais, imagina em um edifício ou outro grande empreendimento?”

Essa é uma questão que ainda intriga muitas pessoas, até mesmo quem faz o gerenciamento do ‘lixo’ nesses lugares. Geralmente, é tudo jogado em uma caçamba – de um serviço contratado – que vai embora sem saber qual será o destino final.

E como a falta de informação e a má fé ainda são grandes, muitos acabam jogando o entulho em terrenos baldios, lugares abandonados e até calçadas, gerando um problema ainda maior. Mas como deve ser otimizado esse processo, para que haja um reaproveitamento dos materiais da construção civil de forma correta e consciente?

Reaproveitamento dos materiais: o que fazer?

Segundo dados da Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição – ABRECON, cerca de 50% dos resíduos das obras são desperdiçados. Trata-se de todo material produzido seja em construção, demolição ou escavação: cerâmicas, argamassa, concreto, aço, madeiras, pedras, tijolos, tintas, entre outros.

O Brasil é um dos principais países que mais produzem entulho, com  850000 toneladas por mês, enquanto no Japão essa métrica chega a 6000 toneladas. Muitos países têm se atentado a esse problema ambiental e investido cada vez mais em políticas de reciclagem, sobretudo com o uso dessas sobras em outros lugares.

Por aqui, desde 2004 vigora uma lei que nenhum resíduo de construção civil deve ser despejado em aterros sanitários, obrigando cada município a tomar suas próprias decisões a respeito da melhor forma de aproveitá-lo. Segundo especialistas, esse termo ainda é muito vago e não traz uma solução para o problema, ao contrário, separa as coisas ao invés de uni-las.

O fato é que, para um bom reaproveitamento de materiais da construção civil, é preciso contar com o consciente de várias  pessoas/setores, a começar pela empresa responsável pelo projeto. Primeiramente, deve-se fazer um desmonte, e não uma demolição, para evitar que tudo seja misturado e para que seja feita uma separação preliminar.

Segundo que é necessário investir em conhecimento para que os trabalhadores entendam a real importância de usar todos os recursos ou pelo menos fazer o descarte adequado na caçamba. Depois disso, ter um local correto para destino desses materiais, bem como sua separação (fator de ligação entre prefeitura e empresa de coleta). E, para terminar o ciclo, saber como reciclar e usar os restos da melhor forma.

Como é a regulamentação?

Atualmente, as leis brasileiras restringem esse reaproveitamento na manutenção de estradas de terra e aterros, embora algumas construções sustentáveis tenham um tímido crescimento em algumas cidades, o que é quase nada para um país tão grande e com tantos empreendimentos erguidos dia a dia.

De acordo com o site Tera Ambiental, já está em curso a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS ou Lei 12.305/2010), que regulamenta o manejo ambientalmente correto dos resíduos sólidos e reaproveitamento de materiais da construção civil, definindo metas de reutilização, redução e reciclagem.

Para ser regulamentada e colocada em prática, porém, é preciso daquilo que já falamos: a participação de diversos setores da cidade, sobretudo das grandes construtoras e empresas do ramo. O problema, você já deve imaginar: não é lucrativo, ao contrário, é preciso ainda mais cuidado (entende-se gastos também) e normas no setor, o que não agrada muito.

Fonte: http://blogdaengenharia.com/

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