No Pará, Mútua celebra o Dia do Meio Ambiente com distribuição de mudas de árvores

União em prol do meio ambiente: Noemi Viana Leão, da Embrapa e Sopren, Elias Lima, presidente do Crea-PA, Helen da Costa, supervisora da Mútua-PA, Ana Maria Faria, diretora-geral da Mútua-PA, Adilena Rodrigues, colaboradora da Mútua-PA, e Gabriela dos Santos, colaboradora da Mútua-PA

União em prol do meio ambiente: Noemi Viana Leão, da Embrapa e Sopren, Elias Lima, presidente do Crea-PA, Helen da Costa, supervisora da Mútua-PA, Ana Maria Faria, diretora-geral da Mútua-PA, Adilena Rodrigues, colaboradora da Mútua-PA, e Gabriela dos Santos, colaboradora da Mútua-PA

Uma parceria da Mútua-PA e do Crea-PA com a Embrapa Amazônia Oriental e a Sociedade de Preservação aos Recursos Naturais e Culturais da Amazônia (Sopren) tem o objetivo de alertar a população de Belém sobre a importância da preservação do meio ambiente e, também, incentivar a arborização da cidade, em alusão ao Dia do Meio Ambiente (5 de junho).

No último sábado (4), as instituições parceiras estiveram na Praça Batista Campos, em Belém, distribuindo mudas de árvores nativas da Amazônia e de outras regiões (frutíferas e florestais) à população paraense. Espécies como açaí, mamorana, pau preto, ipês e cumaru foram distribuídas a quem passava pelo local. O engenheiro civil Gilberto Lopes e seu filho Gilberto Elano, 2 anos, escolheram duas espécies. “Adorei a ação. Estou levando mudas de cumaru e pau preto para plantar em uma área próxima à minha casa, assim o benefício será de todos”, afirmou.

Segurando suas mudas de cumaru e pau preto, Gilberto Lopes e seu filho Gilberto Elano

Segurando suas mudas de cumaru e pau preto, Gilberto Lopes e seu filho Gilberto Elano

A diretora-geral da Mútua-PA, eng. agr. Ana Maria Faria, ressaltou a importância da conscientização ambiental. “A preocupação com o meio ambiente não é só nossa, queremos chamar atenção da sociedade para a causa, para a importância de plantar árvores”.

O presidente do Crea-PA, eng. agr. Elias da Silva Lima, também destacou a relevância da ação. “A parceria do Crea-PA com todas as instituições da área tecnológica é de extrema importância. A Embrapa abrange a agronomia, engenharia florestal, e uma ação como esta é muito relevante para dar visibilidade, permitir que a sociedade veja que as instituições estão trabalhando em favor do meio ambiente. O Crea-PA está presente e dá todo apoio a este tipo de iniciativa”, disse.

As mudas foram disponibilizadas pelo Laboratório de Sementes Florestais, da Embrapa. Segundo a pesquisadora da Instituição e representante da Sopren, Noemi Viana, o trabalho do laboratório envolve a pesquisa de espécies da floresta e o incentivo ao plantio de árvores de espécies nativas da Amazônia. “Após a pesquisa, não descartamos as mudas e sim procuramos distribuir. Nem chamamos de doação e sim de divulgação de espécies da floresta Amazônica. É uma maneira da educação ambiental ser efetivada na cidade. Não é só um ato simbólico de plantar, dar sombra e todos os outros benefícios, mas a valorização da floresta Amazônica”. Por ano, o Laboratório de Sementes Florestais distribui cerca de 30 mil mudas, de 30 a 50 espécies diferentes, tanto de frutas nativas (como cupuaçu, bacuri, uxi) como de espécies madeireiras (ipês, mogno, pau preto).

Também marcou presença na Praça Batista Campos, a docente da Universidade Federal do Pará (UFPA),  Maria Ludetana Araújo, importante militante das causas ambientais, tendo participado da criação da 1ª Lei de Educação Ambiental do Estado do Pará, em 1990, também no desenvolvimento da nova Lei de educação ambiental, que tramita na Procuradoria do estado, e, ainda, é autora do 1º Programa de Educação Ambiental no Pará.

Muita animação neste dia dedicado à sustentabilidade

Muita animação neste dia dedicado à sustentabilidade

O engenheiro agrônomo Seidel Ferreira Santos, docente da Universidade Estadual do Pará (UEPA, e alunos da Faculdade Maurício de Nassau também compuseram a equipe de distribuição das mudas.

Ainda é possível presentear o meio ambiente. Até a próxima sexta-feira (10) as mudas podem ser retiradas na sede da Mútua-PA, na avenida Gentil Bittencourt, 237. Alguns exemplares das espécies serão plantados na própria Caixa de Assistência, no jardim de inverno do prédio.

 Mudas de plantas frutíferas e florestais


Mudas de plantas frutíferas e florestais

TV Liberal destaca iniciativa

Uma reportagem da TV liberal sobre sustentabilidade e preservação do meio ambiente destacou a iniciativa da Mútua-PA e demais organizações envolvidas na distribuição das mudas.

 Clique aqui e veja a reportagem

A diretora da Mútua-PA foi uma das entrevistadas pela TV Liberal

A diretora da Mútua-PA foi uma das entrevistadas pela TV Liberal

Saiba mais sobre algumas das espécies entregues

Açaí (Euterpe Oleracea Mart.): é uma palmeira tropical muito apreciada por sua beleza e valor nutricional. Rico em proteínas, gordura vegetal, vitaminas B1, C, e E, e minerais, como ferro, fósforo, cálcio e potássio, que ajuda a combater os radicais livres. Tem alta concentração de fibras melhora as funções intestinais. A presença da vitamina B1 e o teor elevado de antocianidinas, que são antioxidantes, favorecem a circulação sanguínea e protegem o organismo contra o acúmulo de placas de gorduras.

Ucuúba (Virola surinamensis (Rol.) Warb.): É uma árvore de cerca de 60m de altura, comumente encontrada em lugares alagados, geralmente perto de igapós. Árvore nativa da várzea de toda a região amazônica estendendo sua ocorrência até o Maranhão e Pernambuco. O nome da arvore significa na língua indígena UCU (graxa) e YBA (árvore), prefere regiões alagadas, atingindo uma altura de 25 a 35 m. Uma árvore adulta pode produzir entre 30 – 50 Kg de sementes por ano. As sementes são ricas em gorduras (60 – 70%) e o rendimento em óleo∕sebo pode chegar até 50% por quilo de semente seca.

Cumaru (Dipteryx Odorata): Arvore da família das leguminosas, subfamília papilionoídea, podendo atingir 30 metros de altura. Seu fruto é uma vagem drupácea, monospérmica, com polpa fibrosa e esponjosa, comestível. A semente desse fruto, conhecida como fava-de-cumaru, contém cumarina, substância dotada de vários usos medicinais e também usada em perfumaria como um sucedâneo da baunilha para aromatizar tabaco e rapé e para extração de óleo.

Pau-preto (Cenostigma Tocantinum): É da família das Leguminosae – Caesalpiniodeae. Pode chegar aos 20 metros de altura, mas normalmente é vista em tamanhos menores. Suas folhas têm tamanhos variados e seus folíolos tem a face superior verde brilhante.

Mamorana (Pachira Aquatica Aubl): Seu nome tem origem indígena. Mamorana do tupi “Semelhante a Mamo ou Mamão por causa do tronco verde”. Também chamada de castanha do Maranhão, Cacau selvagem ou Castanha da praia. Nativa do bioma da Mata Atlântica desde o Maranhão até o estado do Rio de Janeiro, ocorrendo também em alguns pontos da Floresta Amazônica. Arvore com 4 a 6 metros de altura. Tronco liso, grosso, e esverdeado com 20 a 30 cm de diâmetro. A folha tem pecíolo (haste ou suporte) de até 15 cm de comprimento e as folhas são digitadas (parecem dedos) e compostas de 5 a 7 folíolos de 8 a 10 cm de comprimento.

Ipê Roseo (Handroanthus Heptaphyllus): O ipê-rosa é uma árvore brasileira. De crescimento bem rápido em regiões livres de geadas (em dois anos ela atinge 3,5 metros), pode atingir até 35 m. A Tabebuia impetiginosa é originária da Bacia do Paraná, conhecida também por piúva. Floresce abundantemente de junho a agosto, e prefere climas mais quentes, porém no inverno seco e ameno ela oferece também uma linda florada no começo da primavera. Ideal para áreas isoladas, ou paisagismo de grandes avenidas, o Ipê Rosa prefere solos férteis e bem drenados. É largamente empregada no paisagismo em geral por apresentar belíssimas inflorescências de cor rosa. É uma espécie recomendada para recuperação de ecossistemas degradados, sendo considerada promissora para revegetação de áreas contaminadas com metais pesados.

Fonte: Gecom/Mútua (com informações da Mútua-PA e do Crea-PA)

Fotos: Crea-PA

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