Maio Amarelo: Não há segurança viária sem a Engenharia, afirma autor da Lei Seca

O mês de maio foi escolhido pela OMS como o mês da conscientização pela segurança no trânsito. O Movimento Maio Amarelo se caracteriza por uma ação conjunta de órgãos públicos e da iniciativa privada com o objetivo de alertar a sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito e mostrar que é possível reverter esse cenário com uma ação coordenada entre Poder Público e sociedade. O movimento se encontra presente em 24 países de cinco continentes e é uma referência de mobilização mundial.

Este ano, o tema do Maio Amarelo é “Eu sou mais um por um trânsito mais humano” e o foco tem duas frentes: conscientizar a população sobre a importância do uso do cinto de segurança, sobretudo no banco traseiro, e sobre os riscos do excesso de velocidade. No Brasil, um dos maiores apoiadores do Movimento é o deputado federal Hugo Leal. Presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro e autor da Lei Seca, o parlamentar conta com trajetória marcante no combate à violência no trânsito.

“Precisamos todos nos engajar e curar essa doença grave, uma epidemia que mata mais de um milhão de pessoas em todo o mundo. Sabemos que mais de 90% dos acidentes são causados pelo desrespeito às leis do trânsito. Precisamos conscientizar, educar e contribuir para mudar esse comportamento irresponsável dos motoristas”, frisa o parlamentar. Para ele, a fiscalização é apenas um dos aspectos que contribuem para o trânsito seguro, uma vez que existem outros componentes que devem ser levados em consideração quando buscamos a solução para as mortes e lesões no trânsito.

Comumente, relembra, se fala do tripé do trânsito seguro: Engenharia, Educação e Fiscalização. “Cada um desses componentes é fundamental. Um não se sustenta sem o outro”, salienta. De acordo com Hugo Leal, a Engenharia, com sua fundamentação científica para desenvolver projetos de segurança viária, incluindo vias adequadas à demanda, viadutos, sinalização, pontes, cruzamentos de vias, tem papel essencial na construção do trânsito seguro que todos desejamos. “Não há como pensar em segurança viária sem esses profissionais”, afirma.

Cada projeto idealizado, desenvolvido e implementado deve estar em consonância com a realidade do trânsito e a necessidade de mobilidade e segurança, diz o parlamentar. Para tanto, os profissionais da área tecnológica, a despeito de seu elevado conhecimento científico, necessitam elaborar seus projetos num contexto de interação com os demais atores do sistema viário: órgãos de fiscalização, motoristas, pedestres, ciclistas, especialistas, entre outros que tenham relação direta com a mobilidade. “Caso essa interação não seja feita, corre-se o risco de não se ter a efetividade tanto da fluidez quanto da segurança almejadas”, pondera.

O parlamentar destacou, em especial, que existem normas de segurança viária emitidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que necessitam ser observadas quando da elaboração dos projetos. “Por fim, lembramos que a economia do nosso país transita principalmente sobre rodas e necessita de obras de Engenharia que atendam à demanda constante de maior mobilidade e segurança, e isto tem sido feito ao longo de nossa história”. É o caso, citou, de grandes obras viárias que foram planejadas pela Engenharia de tráfego e hoje fazem parte de nosso sistema viário como, por exemplo, a Ponte Rio-Niterói, que se impõe como uma verdadeira obra de arte a facilitar a mobilidade no estado do Rio de Janeiro.

Educação

Já a educação, considerada o fundamento de qualquer sociedade avançada, deve ser o primeiro foco do Poder Público e da sociedade organizada, acredita Leal. “É necessário que cada cidadão, desde a sua infância e durante toda a sua vida, compreenda a sua responsabilidade no trânsito, não somente como receptor de políticas públicas mas, também, como ator, agindo de forma cordial e respeitosa no espaço de convivência do trânsito, seja como condutor, seja como passageiro ou pedestre”.

Na opinião do parlamentar, o trânsito é direito e dever de todos. Nesse sentido, o movimento Maio Amarelo é um grande exemplo de mobilização social, em que o foco é a mudança de comportamento, que busca atuar na conscientização de cada cidadão sobre seu papel no trânsito. Segundo ele, muitas cidades e praticamente todas as capitais do Brasil já contam com programações, que incluem ciclo de palestras, caminhadas, concursos e produção de peças de comunicação.


Deputado participa de caminhada do Maio Amarelo no centro histórico de Petrópolis-RJ

 

O parlamentar destaca, ainda, a iluminação amarela de monumentos e prédios públicos, como uma forma ostensiva das autoridades manifestarem publicamente sua adesão ao Movimento. A Frente Parlamentar promoveu, no último dia 12 de maio, o Seminário Urbanidade, em Brasília. O evento reuniu entidades públicas e privadas, além de todas as esferas do governo, para discutir as ações realizadas no país, sua eficácia e medidas que possam ainda ser tomadas.

Fiscalização, infraestrutura, segurança veicular, saúde e educação foram os temas abordados por parlamentares e especialistas. Grupos de trabalho formados no evento por representantes de diferentes entidades ligadas ao trânsito vão estudar cada um dos pontos, priorizados pela Organização das Nações Unidas (ONU), com a tarefa de apresentar propostas em um novo encontro em setembro – durante a Semana Nacional do Trânsito, de 18 a 25 de setembro.

Fonte: Gecom/Mútua

Foto: Assessoria do dep. Hugo Leal

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