Cartógrafo associado da Mútua fala sobre a profissão

Como forma de homenagear os cartógrafos neste 6 de maio – Dia do Cartógrafo –  a Mútua publica matéria sobre o trabalho desses profissionais

Muito além de confeccionar mapas e estudos da superfície terrestre, o cartógrafo ou engenheiro cartógrafo, também tem papel importante em áreas como construção civil, agronegócio, perícias, meio ambiente, entre outras. O associado da Mútua, engenheiro cartógrafo Antonio Estanislau Sanches, de Manaus, em artigo intitulado “Cartógrafo – o profissional de todos os tempos”, detalha essas atribuições da profissão.

“O cartógrafo é o profissional que trabalha com as descrições detalhadas do espaço físico onde será realizada alguma obra, no monitoramento da operação e na definição dos espaços físicos a serem utilizados em cada caso. Trata-se de um profissional qualificado a administrar, prever, distinguir e mapear possíveis problemas no decurso de uma obra. No setor jurídico, o cartógrafo também é responsável, por meio da Engenharia Legal, da execução de perícias realizadas em casos de litígio de divisas, desapropriação, inventários e documentos de terrenos. Na área rural, além de projetos de drenagem e irrigação, também está envolvido na elaboração e execução de projetos de reflorestamentos, definindo as áreas de plantio, o nível pluviométrico e a vazão da água dos rios”.

Sanches tem uma trajetória profissional bastante sólida na área. Formou-se em Engenharia Cartográfica em 1986 no Instituto Militar de Engenharia, quando era oficial do Exército. Seguiu carreira militar sempre trabalhando nesse campo e, em 2002, entrou para a reserva como coronel. “Sempre gostei dessa parte de medição de terra e esse meu interesse me levou a fazer o curso de Cartografia. Já estou na reserva do Exército, mas, na área Cartográfica continuo atuando como docente”, conta ele.

Atualmente ele é professor da Universidade do Estado do Amazonas, sendo um dos criadores do curso tecnólogo em Agrimensura. “A Cartografia é a ciência ampla e a Agrimensura está inserida nela. Não existe a Cartografia sem a topografia, que é a Agrimensura”, destaca. Ele ainda cita orgulhoso que o curso já formou mais de 120 alunos de três turmas em três cidades diferentes do Estado e que estão em curso outras turmas com previsão de conclusão em breve.

“Aqui em Amazonas essa área é muito requisitada. Temos muitos pedidos para levar o curso de Tecnólogo em Agrimensura para outras cidades. Contudo, de forma geral, a Cartografia, uma ciência tão antiga – datada de cerca de 4 mil anos antes de Cristo – é pouco divulgada”, lamenta. “Ninguém faz nada sem a Cartografia/Agrimensura. Para se fazer um prédio, uma estrada de ferro, de rodagem ou uma usina hidroelétrica, antes de tudo, é preciso o trabalho de um profissional da área”, enfatiza.

Logo no início de sua carreira o engenheiro cartógrafo já se associou à Mútua. Após um tempo afastado da Caixa de Assistência, em 2010 voltou a se tornar mutualista e desde então tem usufruído dos serviços disponibilizados pela Instituição. “Sempre fui muito bem atendido pela Mútua e já utilizei por três vezes os benefícios reembolsáveis. É muito útil aos profissionais o que a Mútua faz, pois nos permite comprar equipamentos e veículos, por exemplo, a taxas de juros muito baixas. Sempre recomendo aos colegas que se inscrevam, não só para desfrutar dos benefícios, mas também para fortalecer a Mútua com uma maior participação dos profissionais”, pondera.

Início e atualidade

A seguir, mais um trecho do artigo de Sanches falando sobre a regulamentação da profissão e sobre as perspectivas atuais:

A profissão foi legitimada no Brasil, em 1957, sob a Lei N° 3.144 de 20 de maio do mesmo ano, durante a gestão do governo Juscelino Kubistchek. O objetivo do governo na época era viabilizar condições técnicas para a implantação da reforma agrária em áreas territoriais “vazias”. No ano de 1964, foram criadas as atribuições à profissão pelo Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – CONFEA, regulamentando a profissão do Cartógrafo/Agrimensor, através da resolução 218/73, na Lei n° 5194 / 66.

Atualmente o cartógrafo, além de contar com a topografia convencional para o mapeamento do espaço físico, também utiliza imagens de satélites, fotografias aéreas, levantamento a laser, Sistema de Posicionamento Global – GPS, ecobatimetria (medição das profundidades submersas) e outros métodos de levantamento. Estes tipos de trabalhos sempre foram especialidades dos cartógrafos, apesar de pouco conhecido pela sociedade.

O mercado para esse profissional está aquecido desde 2001, devido à instituição do Cadastro Nacional de Imóveis Rurais – CNIR, instituído pela Lei No 10.267/2001, que tornou obrigatório o levantamento topográfico para o registro cartorial de todas as propriedades rurais localizada no território nacional. E a procura por esse profissional continua alta, pois, o novo Código Florestal Brasileiro exige que até o corrente mês ( maio/2016) todas as propriedades rurais tenham realizado o  Cadastro Ambiental Rural – CAR, inserindo-o no Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural – Sicar, objetivando formar a base de dados estratégicos para o controle, monitoramento e combate ao desmatamento das florestas e demais formas de vegetação nativa do Brasil, bem como para planejamento ambiental e econômico dos imóveis rurais.

 

Fonte: Gecom/Mútua

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