Indústria de autopeças aproveita crise para crescer

A crise financeira que o Brasil atravessa é ruim para a maioria dos segmentos, mas  nem tanto para outros. Se por um lado a comercialização de veículos zero-quilômetro registra os piores índices desde 2007, por outro a indústria de autopeças, que engloba peças e acessórios de reposição para automóveis seminovos e usados, tem tido uma procura maior, já que as pessoas têm optado em investir na manutenção do próprio carro em vez de comprar um novo.

E isso pode ser traduzido em números. Afinal, de acordo com uma pesquisa do Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores), a participação do mercado de reposição de peças e acessórios representou 18% do faturamento da indústria de autopeças em 2015. Essa fatia, que é representativa, se deve, principalmente, ao aumento do número de automóveis em circulação que nos últimos anos movimenta o ‘aftermarket’ (em português, mercado de reposição).

“O crescimento da frota circulante nos últimos anos gera demanda para o mercado de reposição. Uma pesquisa feita pela Cinau (Central de Inteligência Automotiva) com oficinas na Grande São Paulo registrou aumento de 11,9% no movimento destes serviços em 2015 em comparação com o ano anterior. A reposição sempre reage quando há queda nas vendas de veículos novos”, observa Antonio Fiola, presidente do Sindirepa (Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios).

De acordo com os especialistas, o crescimento da procura por peças e acessórios dos motoristas não foi facilitado por alguma condição mais atrativa dos lojistas. Afinal, as condições – de preços e formas de pagamento – têm sido as mesmas. Porém, o consumidor está preferindo manter o usado em vez de trocá-lo por um novo, justamente pela situação econômica nada favorável.

E a tendência é que este mercado de autopeças siga crescendo, ainda que de forma tímida, pelo menos até o fim deste ano.

“O Sindipeças atualizou as previsões de desempenho do setor para este ano e trabalha com perspectivas também para 2017. As projeções indicam faturamento nominal de R$ 64 bilhões em 2016, com crescimento de 1,3% sobre o registrado no ano anterior”, informou a entidade.

Aquisição de veículo usado também é saída para enfrentar a crise
Quem prefere não arriscar na manutenção do veículo, comprando peças e acessórios para mantê-lo em dia, mas que também não tem a possibilidade de adquirir um zero-quilômetro, tem como alternativa a aquisição de um automóvel seminovo ou usado.

Atualmente, este nicho é o que vem se destacando na comercialização de veículos no Brasil, ainda que haja uma ínfima retração no comparativo entre janeiro de 2016 com o mesmo período do ano passado (veja mais informações nas tabelas ao lado).

Porém, é sempre bom seguir algumas dicas para que a economia, em relação à compra de veículo novo, não seja perdida no usado por conta da não checagem anterior à aquisição sobre uma série de itens importantes em um veículo já rodado, como funilaria, pintura, motor, quilometragem, parte elétrica, documentação, entre outros (confira dicas para se verificar antes da compra na tabela ao lado).

 

Fonte: http://www.metrojornal.com.br/

Compartilhe essa postagem:

Deixe seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado.

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.