Solo: o maior patrimônio do produtor rural

O solo é um recurso não renovável e é considerado o principal patrimônio da propriedade rural. O uso adequado é fundamental para a sustentabilidade ambiental, para a segurança alimentar mundial e para a manutenção da produção e produtividade das áreas agrícolas. Nesta sexta-feira, 15 de abril, é comemorado o Dia Nacional da Conservação do Solo e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), as federações da agricultura e pecuária dos Estados e sindicatos de produtores rurais estão honrados em homenagear os produtores rurais que cuidam, preservam e contribuem com o correto manuseio das terras brasileiras.

Para buscar segurança alimentar, conservação do solo, do meio ambiente e da fixação do produtor rural no campo, é necessário o equilíbrio entre o uso intensivo do solo e seu uso sustentável. O grande desafio, no Brasil, é a implementação de ações que visem melhoria das características produtivas, sem abrir mão de medidas que garantam sua conservação.

E com o foco nisso, a CNA promove ações no setor público e privado sugerindo direcionamentos em pesquisa, fomentando e realizando a assistência técnica. Para o presidente da Comissão Nacional do Meio Ambiente, da CNA, Rodrigo Justus, “o grande desafio do uso sustentável do solo é a efetiva implementação de políticas públicas e programas, no sentido de salvaguardar as características produtivas e a produtividade, por meio de ações de pesquisa, assistência técnica, extensão rural, recuperação de áreas degradadas e zoneamentos agroecológicos”, afirma.

Métodos e Técnicas de Conservação do Solo:
• O plantio direto, técnica conservacionista de manejo do solo, é praticado no Brasil desde a década de 70, com benefícios de manutenção da umidade do solo, acúmulo de carbono, ganhos expressivos de produtividade e mitigação das emissões de gases do efeito estufa.
• Disseminação dos Sistemas Agroflorestais (SAF´S) e do uso da técnica denominada Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF), que promovem o desenvolvimento dessas atividades em sinergia, conservando a biodiversidade, os recursos do solo e da água, aumentando a fixação do carbono atmosférico e elevando a produtividade das propriedades.
• Curvas de nível: o plantio deve ser feito paralelamente às curvas de nível, uma vez eu essa é uma ótima prática de contenção de enxurrada. A curva de nível contribui para conter as erosões, pois evita que a água da chuva desça com grande velocidade.
• Uso de terraço: nessa técnica retém a água, impossibilitando a formação de escoamento de enxurrada.

Conheça abaixo histórias de produtores dos estados de Tocantins e Mato Grosso Sul
Os textos foram produzidos em colaboração com as Assessorias de Comunicação das Federações da Agricultura e Pecuária e Administrações Regionais do SENAR dos respectivos estados.

FAET
Um dos bons exemplos sobre a importância da preservação e conservação do solo vem do Tocantins, do município de Pedro Afonso, região Norte do Estado, onde o agropecuarista Edmar Correa, que também é presidente do Sindicato Rural do município, percebeu que, se o solo não receber tratamento adequado pode perder suas propriedades naturais e se tornar infértil. Foi nesse momento que decidiu tomar algumas medidas para evitar grandes perdas na sua produção de soja que ocupa uma área de mais de 1,7 mil hectares.

Uma das ações foi a conservação da vegetação nativa, uma vez que, além de evitar o desmatamento, também possui características que conservam o solo. Paralelo a isso, foi feito o combate a erosão, por meio do sistema de curvas de nível, que retém a água da chuva, evitando as enxurradas e alimentando o lençol freático.

Edmar conta que também utilizou na sua produção o sistema de plantio direto, técnica que realiza o plantio sobre os restos da colheita anterior, sem a necessidade de utilizar uma nova gradagem da terra, evitando a exposição do solo aos fatores climáticos e o seu desgaste. Além disso, ganha no combate à erosão e aumenta a produtividade.

FAMASUL

Em apenas um ano, o produtor rural de Figueirão, município localizado a 248 km da capital sul-mato-grossense, Ismael Menegusso, modificou  o panorama de sua propriedade com ações sustentáveis adquiridas após aderir ao Mais Inovação, programa de Assistência Técnica e Gerencial do SENAR de Mato Grosso do Sul, voltado à recuperação de pastagens.

Em sua propriedade, um ano após a capacitação, ficou mais fácil e rentável aliar conservação ambiental e produção. "Eu gradeei uma área de 37 hectares, coloquei calcário no solo e plantei milho e braquiária", explica o produtor. Com isso, conseguiu uma rentabilidade surpreendente. Se no ano   passado, Menegusso tinha a produtividade de meia cabeça por hectare, hoje a produção é de duas cabeças e meia por hectare.

Programa Mais Inovação – Iniciado no estado em 2012, pelo SENAR/MS, uma das instituições que compõe o Sistema FAMASUL, o programa de assistência técnica atua na inserção de inovação tecnológica no campo, áreas do conhecimento voltados à produção, focando sempre no resultado por meio de orientações na aptidão de uso do solo, oportunidades de produção, gestão, comercialização, logística e construção de planos de negócios das atividades desenvolvidas.

Desde o início das atividades houve crescimento de 293% no atendimento, com 188 produtores rurais assistidos em 31 municípios de Mato Grosso do Sul. A metodologia utilizada na programa está fundamentada em cinco etapas: diagnóstico produtivo individualizado, planejamento estratégico, adequação tecnológica, capacitação profissional e avaliação sistemática de resultados.

 

Fonte: http://www.canaldoprodutor.com.br/

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