Exportações desafiam a crise econômica

No primeiro trimestre de 2016, o Brasil dobrou o embarque de soja e milho em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 22,67 milhões de toneladas neste ano contra 11,52 milhões de toneladas em 2015. A soja saltou de 6,54 milhões para 10,81 milhões. Com um desempenho inédito e histórico, o milho saiu de 4,97 milhões de toneladas para 11,86 milhões de toneladas. Esse é o Brasil tipo exportação, de uma balança comercial puxada por grãos e também por carnes.

Entres os dez produtos mais embarcados pelo país no trimestre, de todos os setores, liderança absoluta do agronegócio. Destaque para soja e milho, na ponta de cima da pauta, que tem ainda carne de frango e de boi, café e açúcar.

Do lado da proteína animal, o grande exemplo vem do frango. No mês passado as exportações brasileiras de carne de frango in natura totalizaram 368,6 mil toneladas, incremento de 28% sobre fevereiro e 16,3% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Monetariamente, os embarques do setor de certa forma ignoram a crise política econômica para desafiar os números. Foram US$ 20 bilhões no trimestre, 8,7% acima do mesmo período de 2015. De outro lado, os demais produtos da pauta de exportações brasileiras levaram um tombo de 15,6%, o que fez aumentar a participação do agronegócio nas vendas internacionais do Brasil de 43,1% para 49,4% no período. Isso porque os preços internacionais não estão lá essas coisas.

Porém, não tanto quanto no final do ano passado, o câmbio ajudou no resultado do trimestre. A conclusão maior, no entanto, é que mesmo num cenário adverso o campo brasileiro está mais competitivo. Estamos vendendo mais barato, mas ainda assim vendendo bem. E o que é mais importante, para um número maior de países. Embora a maior concentração ainda seja na Ásia. Entre os maiores compradores está a China, com 22% e a União Europeia, com 20% de participação nas compras do agronegócio do Brasil.

O Paraná cooperativo
E se o agronegócio é destaque na economia e nas divisas comerciais brasileiras, o Paraná é grande destaque do segmento no Brasil. As cooperativas de produção do estado ampliaram sua participação nas exportações no setor cooperativista nacional.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), no período analisado as cooperativas do Paraná foram responsáveis por 33% das exportações do sistema no Brasil. Do total de US$ 1,36 bilhão embarcados, as cooperativas paranaenses fizeram US$ 447,3 milhões. No primeiro trimestre do ano passado a participação era de 31,7%.

O Porto de Paranaguá
Ainda no Paraná, quem deu sustentação às exportações recordes do país e das cooperativas foi o Porto de Paranaguá. O corredor de exportação de escoamento de granéis terminou o trimestre com movimentação de 4,66 milhões de toneladas de grãos. A alta foi de 19% em relação ao período de janeiro a março 2014 quando foi registrado o último recorde. Na semana passada o porto ainda superou outra marca, a de movimentação diária, com 115,4 mil de toneladas na terça-feira. Até então, o maior volume foi embarcado foi em agosto de 2014, quando 112,9 mil toneladas foram embarcadas em um único dia.

Paranaguá também é o principal porto utilizado elas cooperativas brasileiras. De acordo com dados da Secex, o terminal embarcou US$ 672 milhões, o equivalente a 46% do total do sistema.

O BRDE
Os números do balanço de 2015 do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) ajudam a entender o desempenho do campo no Paraná nas exportações. Entre as estratégias do banco e do agronegócio no estado está o investimento constante. Em cinco anos, o BRDE mais que dobrou a contratação de crédito no Paraná, de R$ 725 milhões para R$ 1,53 bilhão. No Paraná, o agronegócio é o principal cliente do BRDE, com maioria absoluta nas contratações. Destaque aos financiamentos de cooperativas e, principalmente, agroindústria de carnes, suínos e aves.

Em 2015, os financiamentos totais do banco em sua área de atuação somaram R$ 7,35 bilhões no setor rural e agroindustrial, crescimento de 16,6%. Os demais segmentos, R$ 4,83 bilhões, alta de 2,94% sobre 2014.

 

Fonte: http://www.agrolink.com.br/

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