Universidade Rural do Pará, com o apoio da Mútua, promove o I Conamaq


Diretores da Mútua-PA, Ana Maria Pereira e Gilmário Drago, na abertura do I Conamaq

Em meio a muito verde, ecossistemas típicos da floresta amazônica e ambientes de fazenda, o campus de Belém da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) sedia, até a próxima quarta-feira (30), o I Congresso Amazônico de Aquicultura (Conamaq): Desafios para o Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura Amazônica. A abertura oficial do evento, realizada na manhã dessa segunda-feira (28), contou com as presenças do secretário de Agricultura do Pará, Hildegardo Nunes (representando o governador do estado, Simão Jatene), do superintendente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no Pará, Josenir Nascimento, do diretor do Instituto Socioambiental e dos Recursos Hídricos (Isarh/Ufra), professor Paulo Jorge de Souza, do representante da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará, Guilherme Minsem, além do reitor em exercício da Ufra, professor Paulo Santos, e da professora da Universidade, Rosália Furtado Cotrim, coordenadora do Congresso.

Levando o nome de diversas instituições do estado como apoiadoras, o Conamaq visa discutir as principais problemáticas do setor Aquícola, disseminar os recentes estudos e as novidades tecnológicas da área e permitir a integração e a troca de experiências e conhecimentos entre profissionais, estudantes, produtores e acadêmicos. A Mútua-PA e o Crea-PA são dois dos apoiadores do Congresso e estão com estande conjunto na I Feira Amazônica de Produtos para Aquicultura (Expo Aquam), que acontece paralelamente ao Conamaq. Os diretores da Caixa de Assistência, eng. agr. Ana Maria Pereira de Faria (diretora-geral) e eng. eletric. Gilmário da Silva Drago (diretor administrativo) acompanharam a solenidade de início dos trabalhos.



Mesa solene de abertura do evento: Rosália Cotrim, Paulo de Souza, Paulo Santos, Hildegardo Nunes, Josenir Nascimento e Guilherme Minsem


A coordenadora dos eventos, professora Rosália Cotrim,  enfatizou a relevância de se agregar forças para o fomento do setor Aquícola. “Consigo ver o esforço dos profissionais, dos professores, dos produtores e do governo na tentativa de desenvolver a área, com destaque nos últimos anos a todo o trabalho que tem sido feito para que a Aquicultura chegue ao patamar que tem de chegar nessa região. Nesses três dias, se existe algum entrave, vamos resolver. Todos nós, envolvidos nas ciências agrárias que trabalhamos com Aquicultura, vamos nos sentar e conversar sobre o que é possível fazer para colocarmos a Amazônia no lugar em que ela merece estar com relação à Aquicultura”, ensejou.

Sobre a participação da Mútua no evento, Rosália ressaltou que o apoio da Caixa de Assistência contribui para que a atividade agrária, desenvolvida por profissionais do Sistema Confea/Crea e Mútua, cresça, assim como os profissionais da área. O reitor em exercício da Ufra, professor Paulo Santos, desejou um excelente Congresso aos participantes e almejou que outros eventos dessa natureza possam ser realizados nas dependências da Universidade. A amplitude da Aquicultura foi lembrada pelo secretário de Agricultura, Hildegardo Nunes, que falou sobre a crescente demanda de alimentos em todo o mundo.

"Estudos da ONU indicam um aumento de 20% na demanda por alimentos no mundo e o Brasil deverá ser responsável por suprir 40% dessa demanda. A proteína animal assume papel relevante nessa sede por alimentos”, avaliou. Ele ainda refletiu que a força para se resolver os problemas do setor “são do tamanho do potencial da Amazônia”.

Discussões técnicas

Sendo uma área bastante ampla, a Aquicultura abre uma gama muito variada de possibilidades de pesquisas, estudos e ações. Algumas dessas iniciativas estão sendo discutidas no Congresso, com a realização de palestras, minicursos e mesas redondas. Temas como cultivo em tanques circulares e Aquaponia, cultivo de camarão marinho em água doce e principais enfermidades de peixes cultivados foram abordados no primeiro dia do I Conamaq. Em uma aula prática bastante diferente, participantes do Congresso aprenderam as técnicas de produção de "bacon de pirarucu". 
 


A professora Gabriela Jerônimo, da Universidade Nilton Lins, de Manaus (AM), ministrou curso sobre enfermidades de peixes cultivados


Importantes debates estão marcados ainda para esta terça-feira, segundo dia do evento. Em uma mesa redonda será tratado o panorama da Aquicultura nos estados da Amazônia Legal, com a presença de representantes de Rondônia, Amazonas, Tocantins e Maranhão. Outros assuntos também estarão em pauta, como a questão da isenção do ICMS do pescado e a atuação dos diversos profissionais da área agrária.


Partindo para a prática, Edinaldo Ferreira (IFPA-Santarém) ensinou como fazer ‘"bacon de Pirarucu"
 

Saiba mais sobre o evento nos links: 

I Conamaq é encerrado com palestra sobre o Sistema Confea/Crea e Mútua 

Crea e Mútua do Pará levam palestra sobre atribuições profissionais a Congresso de Aquicultura

 

Fonte e fotos: Alline Abreu (Gecom/Mútua)

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