Empresários do DF cobram do chefe da Casa Civil agilidade na liberação de Habite-se e alvarás

Empresários da construção civil, comunicação, saúde e educação se reuniram com integrantes do Governo do Distrito Federal e deputados, nesta quinta-feira (17/3), para cobrar avanços e desburocratização para os setores. Eles participaram do encontro do grupo de lideranças empresariais Lide Brasília, no hotel Kubitschek Plaza. O evento reuniu 32 empresários, além de outros representantes do setor produtivo. O convidado do encontro foi o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio.

Os empresários cobraram mudanças para que os investimentos na cidade aumentem. Eles alegam que, empresas de outros estados não conseguem se manter no mercado. Os representantes da Lide disseram que, em 2015, 10 grandes empresas, como Tecnisa e Rossi, deixaram a capital por conta da burocracia e da falta de incentivos fiscais na cidade.

Durante discurso, Sérgio Sampaio falou sobre a dificuldade de investir com o comprometimento de 81% dos recursos do Tesouro com a folha de pessoal. Há 210 mil servidores públicos no DF, sendo 70 mil inativos. “O crescimento vegetativo da folha de pessoal é de R$ 1 bilhão por ano. Da previdência, de R$ 2,2 bilhões. Em 2018, usaremos R$ 4,5 bilhões para complementar a previdência”, disse.

Autonomia para administrações regionais
A falta de autonomia e estrutura das administrações regionais foi a tônica das reclamações. De acordo com o presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), Paulo Muniz, o ano de 2015 terminou com 3,3 mil Habite-ses parados na Central de Aprovação de Projetos (CAP).

O chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, reconheceu que a aprovação das propostas é um gargalo a ser resolvido. “Tentamos a padronização dos projetos, mas se mostrou uma experiência infrutífera”, justificou. “Temos que trabalhar para a desburocratização e deixar o setor produtivo trabalhar”, completou Sampaio.

O Lide é uma organização de caráter privado, fundada em 2003, que reúne empresários em 12 países e quatro continentes para debater o fortalecimento da livre iniciativa do desenvolvimento econômico e social, assim como a defesa dos princípios éticos de governança corporativa no setor público e privado.

 

Fonte: http://www.metropoles.com/

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