O que sua empresa tem a ver com a dengue?

Definitivamente, nenhum local está imune ao Aedes aegypti – transmissor da dengue, chikungunya e do zika vírus. Ainda mais em condições climáticas um tanto desfavoráveis como o atual quente e úmido verão turbinado pelo El Niño. Por essas razões, empresas de todos os portes precisam tomar medidas simples de combate ao mosquito que é o principal foco de doenças. “Os empresários devem contribuir na luta contra o Aedes aegypti disseminando uma cultura de prevenção entre funcionários e fornecedores”, convoca Paulo Zaia, diretor da Associação de Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional (AGSSO), entidade que reúne as maiores empresas do segmento.

O primeiro passo é incluir o combate aos criadouros do  Aedes aegypti nas políticas de saúde e segurança ocupacional e nomear alguém responsável por estabelecer um plano com metas e acompanhar as ações.  Zaia aconselha que esse planejamento preveja etapas, atribua responsabilidades, envolva outras áreas e gere estatísticas sobre as quais a companhia poderá acompanhar. Uma detalhada vistoria das instalações da empresa para checar – e corrigir – pontos onde a água pode empoçar deve ser a ação seguinte. Essa inspeção deve, inclusive, ser semanal. “Mesmo um prédio de escritórios está sujeito a ter focos do inseto que um mapeamento inicial pode identificar e eliminar”, lembra Zaia.

Outra providência é manter registros dos focos encontrados para tentar identificar padrões de comportamento que permitam correções. Da mesma forma, o médico do trabalho deve reportar ao coordenador da campanha contra o Aedes aegypti a quantidade de casos existentes entre os funcionários.  Um recurso para informar e também para motivar a equipe é manter um painel sinalizando há quantos dias a companhia está sem casos de dengue assim como acontece com o tradicional aviso sobre acidentes de trabalho.

Motivação, aliás, é um item fundamental.  “O responsável pelas ações de combate ao Aedes aegypti deve envolver as equipes da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) e de recursos humanos, comunicação e marketing para que informações, treinamentos e campanhas internas motivem os funcionários a participar e fazer sua parte tanto na empresa, como em casa”,  destaca Zaia.

 

Fonte: Crea-RS

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