Reportagem do Amazonas Em Tempo destaca oportunidades para engenheiros nas fábricas do PIM

À espera de um reaquecimento do setor, a indústria amazonense pode absorver profissionais de engenharia em 2016. De acordo com o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, caso o principal cliente do Polo Industrial de Manaus (PIM), que é o mercado nacional, se reaqueça no próximo trimestre ou, até mesmo, no segundo semestre, com modernização dos processos produtivos, a indústria sentirá a carência de engenheiros de produção especializados em inovação. "A indústria sentirá também a falta de especialistas em todas as atividades econômicas, principalmente nas áreas tributária, previdenciária e fiscal", confirma o empresário.  

Segundo ele, as fábricas, por enquanto, estão mais cautelosas e, por este motivo, elas têm contratado menos. Mas, com o aquecimento da economia, a demanda por novos profissionais crescerá. "A partir do momento que voltarmos a crescer, a indústria vai precisar chamar, pois com a queda na produção, muitos profissionais foram afastados e, em breve, as vagas abertas com a saída deles deverão ser preenchidas", salienta o vice-presidente da Fieam.  

Ampliação

De acordo com o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, atualmente, o mercado de trabalho disponibiliza profissionais qualificados para o polo industrial amazonense. Ele contou que quando chegou a Manaus, no ano de 1993, a cidade contava com cinco faculdades apenas e hoje tem, aproximadamente, 20 instituições de ensino que qualificam mão de obra para a indústria local. "As áreas que possuem maior procura por parte das empresas são as de engenharia mecânica, eletrotécnica e mecatrônica. Hoje, há cursos em Manaus que atendem essa demanda do setor", avalia Périco.  

Para chão de fábrica, ele apontou que o setor é atendido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e pela Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi). O nível de capacitação é tão grande na região que a indústria, às vezes, chega a encontrar problemas para abrir mais oportunidades. "Nesse período, o que temos é dificuldade de arrumar vagas de emprego", comenta Périco. 

Previsão 

Apesar de fechar 2015 com quase 30 mil a menos em relação a 2014, o PIM deverá voltar a contratar com a retomada do aquecimento do setor, previsto para este ano, segundo avaliação da Fieam.

 

Fonte: Crea-AM

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