Mútua presente no IX Conse, em Campo Grande (MS)


Dispositivo de honra

A Engenharia unida e em favor da retomada do desenvolvimento nacional. Essas duas premissas deram o tom da abertura do IX Congresso Nacional de Engenheiros (Conse), realizada na manhã dessa segunda-feira (5), em Campo Grande (MS), pela Federação Nacional de Engenheiros (FNE).

Na solenidade de abertura, o presidente da Mútua, Paulo Roberto de Queiroz Guimarães, que compôs a mesa oficial da cerimônia ao lado de autoridades e parlamentares do estado, como o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, e de lideranças do Sistema Confea/Crea, como o presidente do Confea, José Tadeu da Silva, falou do início dessa nova gestão da Mútua e reforçou que o objetivo é a ampliação da prática do mutualismo. "Nosso foco será a efetivação do que está na lei de criação da Mútua, levando os benefícios sociais àqueles profissionais que mais necessitam. O oferecimento de bolsas de estudo aos filhos de profissionais carentes e aos estudantes carentes da área tecnológica é uma das propostas do triênio", afirmou.


Paulo Guimarães: fortalecimento do mutualismo

Também participam do Congresso, o diretor-geral da Mútua-MS, Jean Saliba, a diretora-geral da Mútua-RN, Elequicina Maria dos Santos, que também faz parte da Diretoria do Sindicato dos Engenheiros do RN (Senge-RN), além de presidentes de Creas.


Jean Saliba (diretor-geral da Mútua-MS), José Tadeu (presidente do Confea), Paulo Guimarães (presidente da Mútua), Jary de Castro (gerente regional do Confea) e Flávio Correia (presidente do Crea-DF)

Engenharia: a saída para a crise

O presidente do Confea lembrou da importância do evento – o maior e mais  tradicional congresso da FNE, reunindo representantes dos 18 sindicatos de sua base -, e citou dados de pesquisa recente do Instituto de Pesquisa Aplicada (IPEA) sobre o mercado de trabalho na área da Engenharia, destacando que as perspectivas de crescimento são enormes para os próximos anos. Conforme relatado por José Tadeu, até 2020 serão criados cerca de 600 mil a 900 mil postos de trabalho para os engenheiros e de 2000 a 2015 houve um aumento de mais de 300% na procura pelos cursos do segmento. "Isso mostra que a solução para a crise que o país passa está nas mãos da Engenharia, que precisa estar à frente das decisões, do planejamento e da execução dos grandes projetos nacionais. Em todos os países desenvolvidos, como EUA, China, França e Inglaterra, isso foi feito”, destacou.

 

Um dos anfitriões do Conse, o presidente da FNE, Murilo Celso Pinheiro, foi enfático ao afirmar que a saída para a crise econômica brasileira é uma "Engenharia unida". "Ao nos unirmos, temos condições de contribuir com as discussões em busca de soluções para acabar com essa crise. Com um congresso como esse, temos condições de sair com soluções factíveis para ajudar o Brasil a voltar para o caminho do desenvolvimento”, afirmou. Ainda na avaliação do presidente da FNE, a Carta de Campo Grande, documento que será construído com as considerações dos participantes ao final do evento, deve conter, também, posicionamentos referentes ao combate à corrupção, e que devem ser apontados “nortes e caminhos”. Murilo Celso agradeceu a receptividade do Mato Grosso do Sul e da Câmara Municipal de Campo Grande e desejou um excelente evento a todos.

Também responsável pela realização do IX Conse em Campo Grande, o presidente do Sindicato dos Engenheiros do Mato Grosso do Sul (Senge-MS) e vereador, Edson Shimabukuro, agradeceu a presença dos cerca de 400 participantes em seu estado. “Colegas engenheiros e estudantes: sejam bem-vindos! Tenho certeza que o Conse marcará novos rumos para os engenheiros de Mato Grosso do Sul e de todo o Brasil”. Shimabukuro também falou sobre a relevância do tema do Congresso: “Esse tema é o que temos que discutir nesse momento”.

O presidente do Crea-MS, Dirson Freitag, ao iniciar suas considerações também levantou a bandeira da resposta à crise: “Não custa repetir que a Engenharia é a saída para as dificuldades que o país enfrenta. Temos a nosso favor recursos naturais invejáveis. Tenho certeza que outras nações gostariam de ter as possibilidades que o Brasil tem hoje”, ponderou.

 José Roberto, presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco), em nome de um universo de mais 250 mil profissionais representados pela entidade, congratulou a FNE pelo IX Conse e fortaleceu o coro em defesa da Engenharia como principal meio para o combate à crise. “Temos que enfrentar com muita responsabilidade essa situação delicada, em que vemos nosso país desmanchar quadros técnicos importantes de profissionais que passaram anos se preparando. O desafio nesses dias do congresso é a busca por soluções. É chegarmos a um entendimento de como nós, engenheiros, vamos superar isso e como vamos construir pontes para retomada ao desenvolvimento que os brasileiros merecem”, enfatizou.


Solenidade aconteceu no auditório da Câmara Municipal de Campo Grande
 

Autoridades também reconhecem importância da Engenharia

O governador do MS, Reinaldo Azambuja, reconheceu que a Engenharia é responsável por grande parte dos avanços alcançados pelo estado e pelo país. “Muito já foi feito pela Engenharia nesse país. A produção nacional triplicou nos últimos 20 anos e as construções avançaram muito, principalmente no tocante à redução de custos”, avaliou.

Ivani Contini Bramante, desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, citou criações que só foram possíveis com o trabalho da Engenharia, como prédios, elevadores, aviões e alimentos. “Se estou aqui hoje é graças à Engenharia”, afirmou. Falando de sua área de atuação, a desembargadora comentou que todos os dias se depara com dissídios trabalhistas e que a saída para enfrentar essa crise é a interação. “Sabemos que a Engenharia é uma área muito ampla. Dessa forma, se um ramo está passando por uma crise, outro pode estar em alta”, frisou a magistrada.

Também prestigiou a solenidade de abertura do IX Conse, o chefe do Ministério Público do Trabalho de MS, Hiran Sebastião Meneghelli Filho. “Sou engenheiro agrônomo. Essa foi minha primeira formação, depois decidi seguir o direito”, comentou ele, colocando-se à disposição para iniciativas em conjunto nas questões de defesa do trabalho.

O secretário de governo do estado do MS, Paulo Pedra, falou da história cultural e econômica de Campo Grande, reforçando que a cidade sempre cresce acima da média e que as perspectivas continuam sendo de crescimento elevado. “Um prazer recebê-los nesses três dias. Um belíssimo encontro e aproveitem para conhecer nossos atrativos”, disse ele.

Flávio Cesar, vereador presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, lembrou que a cidade está aberta esta semana para acolher as delegações da FNE e, em nome de todos os parlamentares da Casa, desejou sucesso ao evento. “Vocês, engenheiros, são na essência os verdadeiros construtores da sociedade. Tenham um congresso de muito sucesso e viva os engenheiros de todo o Brasil!”, finalizou ele.


Elequicina Maria dos Santos (diretora-geral da Mútua-RN), Paulo Guimarães (presidente da Mútua) e Modesto Ferreira (presidente do Crea-RN)


Presidentes de Creas, lideranças do Sistema Confea/Crea e Mútua e de entidades participam do IX Conse

 

 

Fonte: Acme/Mútua

Fotos: Alline Abreu (Acme/Mútua)

 

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