CBA discute formação do engenheiro agrônomo no Brasil

A agronomia está muito preocupada com a qualidade do ensino, em especial com o ensino a distância. Discussões entre as principais lideranças estão sendo promovidas para descobrir quais são os melhores caminhos. Com essa ideia, o eixo temático “Perspectivas para o Avanço no Ensino e Formação do Engenheiro Agrônomo do Brasil”, realizado no 29º CBA (Conselho Brasileiro de Agronomia), tornou-se um dos mais importantes do evento, que segue até amanhã em Foz do Iguaçu.

O professor universitário, engenheiro civil e conselheiro do CREA-PR, Luiz Capraro, afirma que é necessário fazer o acompanhamento sobre as inovações que acontecem de uma forma natural e dentro da área de ensino. Porém, ele ressalta que é preciso ter cautela. “Precisamos tomar cuidado para não perdermos a qualidade na formação dos nossos profissionais, que podem inclusive colocar em risco a sociedade. É difícil entender um curso de agronomia 100% a distância”. Ele também salientou que é preciso discutir mais antes de tomar alguma decisão nos rumos do ensino superior. “O Ministério da Educação precisa olhar com mais atenção determinadas demandas das instituições de ensino”, concluiu.

O professor da UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio do Janeiro), Luiz Rodrigues Freire, apresentou em sua palestra como funciona a residência agronômica. Ela é uma iniciativa da Universidade e nada mais é do que quando o profissional se forma, ele permanece por um ou dois anos, numa espécie de estágio, em alguma empresa, cooperativa ou instituição conveniada. “Uma empresa conveniada solicita um profissional de determinado perfil e nós publicados um edital. Qualquer profissional com até três anos de formado e egresso de qualquer instituição de ensino pode participar”.

O recém-formado trabalha na empresa desenvolvendo atividades sob orientação de um profissional da empresa e da universidade, recebe uma bolsa e se familiariza com a empresa. Não há compromissos legais ou vínculos trabalhistas. As duas partes saem ganhando.

Kleber Santos, engenheiro agrônomo, coordenador nacional das Câmaras de Agronomia (CCEAGRO) ressaltou que o Confea busca fomentar as discussões sobre ensino e opinar junto ao MEC (Ministério da Educação) os rumos a seguir. Quanto ao ensino à distância, Kleber comentou que a posição da CCEAGRO é de muita preocupação. “Nosso interesse é que o profissional formado pelas escolas de agronomia tenha um perfil holístico, eclético e sistêmico para atender a sociedade brasileira. Queremos preservar o futuro da profissão”, finalizou.

 

Fonte: CREA-PR

Fotos: CREA-PR

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