Diretor da Mútua-DF participa de Workshop da Coordenadoria de Câmaras Especializadas de Engenharia Civil dos Creas


Dirigentes do Sistema Confea/Crea e Mútua participam do evento

A Coordenadoria de Câmaras Especializadas de Engenharia Civil dos Creas está realizando, esta semana, em Salvador (BA), workshop sobre “Os Rumo da Engenharia Civil no Brasil” com a presença de representantes de todos os Conselhos Regionais, do Confea e de entidades de classe. O diretor-geral da Mútua-DF, eng. civ. Maxwell Simes de Souza Paiva, também participa dos trabalhos na capital baiana.

Anfitrião do evento, o presidente do Crea-BA, engenheiro mecânico Marco Amigo, na abertura do evento deu boas-vindas aos conselheiros, destacando a crise que o País enfrenta e a importância de se garantir recursos para que pequenas e médias empresas permaneçam na atividade econômica. “Não é apenas uma questão de garantir emprego para os profissionais, mas de garantir a sobrevivência de todo o Sistema. A sociedade espera posição contundente dos profissionais da área tecnológica“, destaca. O Crea-BA criou um grupo de trabalho com empresas que estão sofrendo com a crise instalada a partir da operação Lava-Jato. A iniciativa nasceu da participação do presidente no Fórum Nacional de Discussão dos Efeitos da Operação Lava-Jato, proposto pela Câmara dos Deputados.

Representando o presidente do Confea, engenheiro civil José Tadeu da Silva, a vice-presidente Ana Constantina, falou sobre a necessidade de todos estarem discutindo os problemas nacionais da engenharia civil e destacou um encontro com os procuradores jurídicos dos Creas, no próximo dia 27, para tratar da uniformização das peças jurídicas do Sistema Confea/Crea.

Na programação de ontem, os debates ficaram em torno do Ensino da Engenharia no Brasil, o engenheiro Luiz Capraro (PR), defendeu as diretrizes curriculares nacionais específicas para cada curso. Segundo ele, há uma demora no sistema para que o assunto seja tratado e existe uma urgência para que as profissões não sejam prejudicadas. “Estamos acabando com a engenharia no Brasil, no Paraná foram 6 mil vagas perdidas no ano passado e a expectativa de 9 mil neste ano”, observa.

O presidente da Abenc, engenheiro civil Valter Sarmento, falou sobre o Ensino à Distância e deixou algumas reflexões para os representantes dos estados do Brasil, como a necessidade de acompanhamento das atividades educacionais por parte do sistema profissional, a possibilidade de deter a proliferação descontrolada dos cursos de Civil à distância e a realização de exame de suficiência, como forma de defender o interesse público.

O presidente do Crea DF, Flávio Correia de Souza, afirmou que o curso EAD já é em uma realidade. “São 46  já registrados pelo MEC.  O nosso foco deverá ser de acompanhar a avaliação que é feita pelo ministério aos cursos e dialogar para buscar estar participando ativamente dessas avaliações. O Confea precisa se posicionar firmemente em relação ao assunto”, ressalta.

O coordenador da Câmara de Civil da Bahia, Luís Edmundo Prado de Campos, reiterou que o mérito da discussão em torno dos cursos EaD deve focar a qualidade dos mesmos, pois com sua experiência em sala de aula e também com a facilidade que hoje os alunos têm com a internet,  é possível ter bons cursos EaD. “É preciso sim, visitar essas instituições e conhecer as condições em que estão sendo realizadas as graduações”.

Ainda nessa quinta-feira (16), foram proferidas as palestras “É possível aprender engenharia à distância?”, “Programa UABEng: o desafio da graduação em engenharia via Educação à distância no sistema de ensino superior público do Brasil” e “O Ensino à Distância na Visão da CCEEC: o registro de engenheiro civil nos Creas”.


Workshop contempla debates importantes sobre a Engenharia Civil no País

 

Fonte: Acme/Mútua (com informações do Crea-BA)

Fotos: Crea-BA

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