Modernidade para as profissões: educação a distância e mobilidade internacional são defendidas pelo presidente do Confea

“Não existe mais isso de profissional brasileiro, profissional português. Os profissionais são do mundo”, comentou o presidente do Confea, eng. civ. José Tadeu da Silva, na manhã desta quarta-feira (8), durante o encerramento do encontro que reuniu coordenadores regionais de Comissões de Educação e Atribuição Profissional. Para o presidente, os estudantes e jovens profissionais não estão preocupados com a legislação profissional, mas sim com a mobilidade. “Eles estão cada vez mais conectados com profissionais estrangeiros. Temos que permitir que nossos profissionais circulem pelo planeta. Esse é o avanço que temos que fazer”, completou.

Promovido entre estas terça e quarta-feira (7 e 8), o encontro teve na pauta discussões sobre modelos de equivalência curricular para registro de profissionais diplomados no exterior, processos de cadastramento de instituições de ensino e educação a distância. Para o engenheiro civil José Tadeu da Silva, é necessário adaptar-se à realidade do ensino a distância. Ele citou exemplos de países “que estão bem à frente de nós” e que já têm esse tipo de ensino.

O presidente do Confea ressaltou que, em diálogo com representantes profissionais do Canadá e dos Estados Unidos, foi informado de que nesses países, após o estudo a distância, o profissional recebe um registro provisório. Ele só vai receber a titulação definitiva após estágio, onde vai ter oportunidade de realizar práticas de laboratório, por exemplo. “Temos que estar dentro dessa modernidade. Temos que tomar decisões que coloquem nosso sistema de regulamentação dentro desse contexto atual. O mesmo vale para as instituições de ensino e o Ministério da Educação (MEC)”, defendeu.

Para o coordenador da Comissão de Educação e Atribuição Profissional (Ceap) do Confea, conselheiro federal eng. mec. Gustavo Braz, a reunião foi proveitosa principalmente nos debates acerca da educação a distância. “Essa discussão ganha capilaridade quando envolvemos os coordenadores das Ceaps regionais”, disse. De acordo com o conselheiro federal e também integrante da Ceap eng. agr. Daniel Salati, as contribuições colhidas dos coordenadores regionais vão auxiliar no aprimoramento da legislação profissional. “Deu para perceber que a grande preocupação dos participantes é em relação a ensino a distância e ao estreitamento das relações entre Confea e MEC”, compartilhou.

 

Fonte: Confea

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