Novo manual de adubação é cobrado em Goiânia

A implantação de um novo manual de corretivos e adubação, em substituição ao que vigora desde 1988, é cobrada pelos representantes de organizações de pesquisa, ensino e extensão. Ontem, transcorreu reunião no plenário do Crea-GO, para discutir um tema que tem muito a ver com Goiás, um dos Estados líderes na produção de grãos, leite e frutas. Inicialmente, será constituída a Comissão Estadual de Fertilidade dos Solos de Goiás. O objetivo é a adoção de novo Manual de Corretivos e Adubação do Estado, onde estejam inseridos itens da atualidade, como índices de produtividade, adoção dos transgênicos e das novas variedades de cultivos.

Para o presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Goiás (Aeago), Luiz Pimenta, uma das novidades da comissão é o formato de condução sob a forma de coordenação colegiada envolvendo as entidades promotoras. Isso permite maior flexibilidade na direção dos trabalhos, além de maiores ganho institucionais. Ainda segundo Pimenta, a reunião foi o primeiro passo para a implantação da comissão, que deve apresentar um plano de trabalho e ser formalmente instalada até setembro.

Logística

Durante a reunião foram discutidas várias questões de logística para a organização das reuniões da comissão. Haverá, por exemplo, uma grande quantidade de subgrupos que tratarão de áreas previamente definidas, como, entre as quais: um subgrupo tratará de grandes culturas, outro lidará com pastagem, outro ainda com a área florestal, e assim sucessivamente, de acordo com a necessidade levantada pelos integrantes do grupo.

Na ocasião ainda foram levantados alguns pontos que não foram abordados e que devem ser trabalhados no novo.  Como os diferentes sistemas de adubação e de produção que, com o avanço da tecnologia estão cada vez mais cheios de possibilidades. Uma possível inserção do Distrito Federal na comissão também foi discutida, e todos concordaram com a possibilidade. Além disso, Luiz Fernando propôs a elaboração de um regimento interno da comissão, uma vez que haverá um grande número de pessoas e instituições trabalhando em prol de um objetivo comum.

Consenso

De acordo com o vice-presidente da Aeago, Rogério Almeida, a Comissão Estadual de Fertilidade dos Solos de Goiás será uma comissão permanente, que tem por objetivo a elaboração do novo Manual de Adubação. Após atingi-lo, a comissão deve ficar em recesso até que surja a necessidade de revisão ou nova atualização.

A necessidade da elaboração do novo manual é unanimidade entre os profissionais da área que estavam na reunião. É o que afirma o representante do Crea, José Reis, que acrescenta: “De 1988 pra cá, a pesquisa evoluiu muito, e não se pode aceitar que tenhamos um manual tão antigo. É fundamental que essa discussão seja levantada. O trabalho é urgente.”

A reunião deixou os profissionais esperançosos com a proposta da comissão, em razão de tantas instituições de ensino e pesquisa envolvidos. É o caso do professor da Escola de Agronomia da Universidade Federal de Goiás, Rilner Alves Flores, que acredita em um trabalho produtivo e espera que se chegue a “algo que não seja só uma reedição; mas algo que traga um gabarito técnico apurado”. E, de acordo com Luiz Pimenta, essa é a ideia: desenvolver um novo manual que atenda às necessidades e “busque o bem da agricultura e o desenvolvimento”.

Representações

A mesa diretiva do evento foi composta por representantes das instituições promotoras da comissão. A Aeago foi representada pelo seu presidente, Luiz Fernando de Mattos Pimenta, e o vice-presidente, Rogério Almeida. O Crea-GO teve como representante titular a Engenheira Agrônoma Cristiane Rodrigues, e o Coordenador da Câmara Especializada de Agronomia, José Reis, que na ocasião representou o presidente do Conselho, Francisco Almeida.

A Embrapa foi representada pela Engenheira Agrônoma Melissa Ananias. Já o Instituto Federal Goiano (IF Goiano) teve como representante o prof. Carlos Ribeiro Rodrigues. A Universidade Estadual de Goiás (UEG) foi representada pela engenheira Agrônoma Patrícia Costa Silva. A Escola de Agronomia da Universidade Federal de Goiás (UFG) foi representada pelo professor Rilner Alves Flores. E como representante da Emater, esteve presente o engenheiro agrônomo Arnaldo Francisco do Bonfim.

 

Fonte: Diário da Manhã

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