Operação de crédito rural é o tema de reunião entre representantes do Sistema e do Banco do Brasil

A importância da Responsabilidade Técnica na área agrícola: este foi um dos pontos elencados por integrantes do Sistema Confea/Crea e Mútua à Diretoria de Agronegócios do Banco do Brasil (BB), ao tratarem de questões relacionadas às operações de crédito rural. O encontro foi realizado na terça-feira (16/6) e teve como enfoque os créditos relacionados aos serviços de assistência técnica e extensão rural, prestados por profissionais registrados nos Creas.
Representando o Confea, o chefe de gabinete e eng. civ. Gilberto Campos argumentou que “requerer o acompanhamento de um técnico pode garantir o bom uso do recurso financeiro”. Nesse mesmo sentido, o presidente do Crea-DF, eng. civ. e de seg. trab. Flavio Correia, exemplificou que “um recurso mal aplicado faz a safra não render e no final pode gerar inadimplência”.
Ainda de acordo com o presidente do Crea-DF, o Banco do Brasil deve cobrar a apresentação de projetos para liberações de créditos agrícolas, bem como a comprovação de que há um responsável técnico (RT) que cuidará da utilização dos produtos. “O responsável técnico pode evitar que o uso de agrotóxicos em excesso, por exemplo, venha trazer riscos à sociedade”, apontou Flavio.
De acordo com o coordenador Nacional das Câmaras Especializadas de Agronomia (CCEAGRO), eng. agr. Kleber Santos, “há o sentimento dos profissionais de que a responsabilidade técnica muitas vezes não tem sido exigida nas aquisições de créditos rurais”. O gerente da Divisão de Estudos de Mercado do BB, eng. agr. José Alfredo, falou que “algumas linhas já exigem o registro de um RT, independentemente se é custeio ou investimento agrícola”.
A gerente da Divisão de Assessoramento Técnico Rural, eng. agr. Dulcenel Barbosa, explicou que há linhas em que é facultativo apontar o RT, mas destacou que “não há dúvidas que a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) dá amparo no que tange ao respaldo legal, inclusive nos casos de fraudes e faltas éticas”.
O conselheiro federal, eng. agr. Mario Amorim, alertou para a crescente complexidade da área de atuação. “Devemos aportar a responsabilidade técnica no máximo de linhas (de crédito) possíveis, por causa dos riscos”.
Nos próximos dias, os representantes das duas instituições irão estudar a criação de um grupo de trabalho, que irá sugerir a alteração de alguns parâmetros nas liberações de créditos, tanto do BB, quanto de outros bancos, dentre eles o Banco Central do Brasil (Bacen).
Participaram também da reunião, os assessores do Banco do Brasil e engenheiros agrônomos Frederico Fleury e Leonel Devincenzi e a diretora de Relações Institucionais do Confea, eng. civ. Fátima Có.

Fonte: Confea

 

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