Conselheiros das Câmaras de Engenharia Industrial do País visitam a Moto Honda da Amazônia

Os mais de 30 conselheiros que coordenam as Câmaras Especializadas de Engenharia Industrial dos Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia (Creas), de todo o País, estão na capital amazonense para a 2ª Reunião Ordinária da Comissão das Câmaras. O encontro começou na manhã desta terça-feira (28), com uma visita técnica à fábrica da Moto Honda da Amazônia, que funciona no Pólo Industrial de Manaus (PIM).
Inaugurada na década de 70, a Moto Honda é hoje a maior fábrica de motocicletas da companhia em todo o mundo e um dos maiores empreendimentos do PIM, com produção anual de mais de 1,5 milhão de motos. Durante duas horas, os conselheiros conheceram as instalações da fábrica, conversaram com os engenheiros responsáveis pelos vários processos de fabricação da motocicleta e acompanharam as principais etapas de produção da Honda, bem como as tecnologias utilizadas. Em números absolutos, a empresa é a segunda maior fabricante de veículos automotores do Brasil, produzindo 27 modelos de motocicletas nacionais, além de quadriciclos e motores estacionários. Na linha de importados, são nove modelos de até 1.800 cilindradas.
A empresa opera no PIM com várias unidades independentes, no mesmo complexo, e a visita dos conselheiros começou pela Fábrica de Rodas, onde são produzidas mais de 5 mil rodas com chapas de aço por dia. Os engenheiros acompanharam desde o recebimento da matéria-prima até o produto final. De acordo com técnicos da empresa, o aço passa por processos de conformação e de cromação, para ser transformado no aro das rodas. Por sua vez, as rodas de alumínio são fundidas, usinadas e pintadas. Os dois casos, seguem para uma linha de montagem, onde recebem componentes como cubo de roda, freio e pneus, entre outros.
Em seguida, o grupo foi levado à unidade de Componentes, onde é produzida parte das peças que compõe as motos da Honda, além de integrar outros processos fabris. Eles acompanharam todo o trabalho realizado na área de solda/escapamento. As linhas completas para fabricação do escapamento contam com prensas, máquinas de solda, polimento, galvanoplastia e pintura, que, além de conferirem o acabamento visual, protegem a moto contra desgastes e oxidação.
Um dos processos que chamou a atenção dos engenheiros foi a parte da solda, que até pouco tempo era feita de forma manual e hoje está automatizada. 
O engenheiro mecânico Ronald Santos, representante do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Piauí (Crea-PI), ressaltou a oportunidade para verificar as inovações tecnológicas no processo de fabricação. “A produção brasileira, em termos de processo fabril, compete de igual para igual com qualquer país”, disse.
Para Marcelo Oliveira, engenheiro mecânico e analista técnico do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), a recepção da equipe da Moto Honda foi excepcional. “Eles explicaram os procedimentos de produção, o que foi bastante elucidativo para os profissionais da área e que têm interesse em saber mais dos processos utilizados hoje, na região”.
A última unidade visitada foi a fábrica de montagem do motor. De acordo com a Honda, os equipamentos automatizados, de alta tecnologia, fundem e injetam componentes como o bloco do cilindro e o cabeçote em alumínio. Na linha de montagem, técnicos especializados garantem o ajuste entre as partes provenientes dos setores de estamparia, usinagem e de fornecedores. 
Depois de montadas, todas as motos produzidas passam por uma inspeção, incluindo o teste funcional, que foi acompanhado na manhã desta terça-feira pelos conselheiros dos Creas. O objetivo da inspeção é assegurar desempenho, qualidade e segurança ao motociclista.
O coordenador da Câmara de Engenharia Industrial do Crea-DF, Francisco Rabello, destacou a importância da visita para a observação do que vem sendo feito hoje, na indústria. “Foi muito interessante para poder avaliar o nível de investimento dos grandes fabricantes que atuam no Brasil, em especial nessa parte do País (Amazonas), a transferência de tecnologia e a troca de informações com os produtos estrangeiros”.
O coordenador da Câmara de Mecânica do Crea-SP, Egberto Rodrigues Neves, ressaltou a preocupação da Honda com os funcionários e com o consumidor, além da fabricação das peças da motocicleta. “Experiência muito produtiva”.
O engenheiro mecânico José Roberto Cunha Alves, representante do Crea-RR, enfatizou os processos de fabricação e a tecnologia empregada pela multinacional. O mesmo assunto também foi destacado pela assessora técnica do Crea-AM, professora Socorro Lamego, que mencionou ainda a importância da contratação de 400 engenheiros, aproximadamente, pela Moto Honda da Amazônia gerando mercado de trabalho para esses profissionais na cidade de Manaus.

Experiência positiva
O engenheiro mecânico Leornardo Limberger, do Crea-MS, disse que, na visita à Moto Honda, foi possível visualizar uma série de situações que podem ser aplicadas em áreas onde os engenheiros mecânicos atuam.
O conselheiro Luiz Carlos Barros de Carvalho, da Câmara de Mecânica e Metalurgia do Crea-AM, ressaltou a fabricação das peças das motos em Manaus, feitas pela Honda. “A visita foi interessante e proveitosa. A fabricação das peças pela própria empresa é de grande valia para Manaus e para o Estado do Amazonas”, acrescentou.
O gerente de Relações Institucionais da Moto Honda da Amazônia, Mário Okubo, falou da satisfação da companhia em receber os representantes das Câmaras Especializadas de Engenharia Industrial dos Creas de todo o Brasil. “Parabenizamos a coordenação do Crea-AM e o presidente Cláudio Guenka pela iniciativa; a Engenharia é também sinônimo do nosso produto, pois a nossa fábrica possui inúmeros processos que dependem dos engenheiros”, afirmou.

Fonte: Crea-AM

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