Explosão em navio no ES: BW Offshore se reúne com Crea-ES para apresentar documentos nesta quinta-feira

Vítima de explosão em navio recebe alta no ES. Segundo BW Offshore, quatro pessoas permanecem internadas.Empresa se reúne com Crea para apresentar documentos nesta quinta-feira

Uma das vítimas da explosão no navio-plataforma FPSO Cidade São Mateus, no litoral do Espírito Santo, recebeu alta do hospital, na tarde desta quarta-feira (18), segundo comunicado da BW Offshore, responsável pela embarcação. Outras quatro pessoas permanecem internadas recebendo atendimento em dois hospitais da Serra, na Grande Vitória. O estado de saúde dos pacientes é estável. Nesta quinta-feira (19), representantes da empresa se reúnem com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado (Crea-ES) para esclarecer as irregularidades apontadas pelo órgão.

O navio-plataforma FPSO Cidade de São Mateus é operado pela BW Offshore e afretado pela Petrobras. Segundo a ANP, 74 pessoas estavam no navio-plataforma no momento do acidente, na última quarta-feira (11). Seis pessoas foram encontradas mortas, 26 ficaram feridas e foram levadas para hospitais da região. Um vídeo mostra o interior do navio após a explosão. Uma semana após a explosão, três pessoas permanecem desaparecidas.

De acordo com o Crea-ES, a BW Offshore não tem o devido registro junto ao conselho. Essa documentação é necessária para que companhias de outros estados ou países trabalhem legalmente no Espírito Santo. Além disso, desde que o Crea passou a receber a relação de empresas contratadas pela Petrobras, há quatro anos, a BW não aparece na lista. A firma norueguesa, com sede brasileira no Rio de Janeiro, opera no Espírito Santo desde 2009.

Em nota, a Petrobras disse que encaminhou em 2012 a listagem em que consta a BW Offshore.  "A Petrobras encaminhou em 2012 ao CREA-ES, conforme exigido por este órgão, a relação das unidades de produção offshore que operam no Estado do Espírito Santo, incluindo o FPSO Cidade de São Mateus, operado pela BW, para que aquele conselho de classe pudesse tomar as medidas que julgasse adequadas para aferição e eventual regularização da documentação exigida", disse.

Multa

Segundo Oliveira, o regramento do conselho prevê multa máxima de R$ 5.366,16 para as empresas que atuam sem registro. No entanto, conselheiros entendem que, pelas proporções do acidente, o cálculo da punição deve ser refeito. “Será feita uma reunião mais ampla do conselho para apurarmos os fatos e valores. Ainda não sabemos muita coisa, como a quantidade precisa de funcionários que estavam trabalhando”, frisou o presidente do Crea, Helder Carnielli.

Empresa

Segundo informações da BW Offshore, o CEO da empresa, Carl Arnet, esteve no estado para se reunir com os familiares dos falecidos e desaparecidos no acidente, e com os demais membros da tripulação.

De acordo com o último boletim médico divulgado, quatro pessoas permanecem internadas. Os dois pacientes que estão na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Vitória Apart Hospital, na Serra, estão  estáveis. Outro paciente está em apartamento, mas está estável. O paciente internado no Hospital Metropolitano, no mesmo município, também se encontra estável. Outros 28 integrantes da tripulação já foram liberados para suas casas, após acompanhamento médico em um hotel de Vitória.

Busca pelos desaparecidos

A empresa disse que o objetivo principal da BW Offshore neste momento ainda continua sendo encontrar os desaparecidos. A empresa frisou que todo trabalho que envolve a busca dos desaparecidos na plataforma é meticuloso, e realizado dentro de estritas normas de segurança.

Segundo a BW Offshore, o FPSO Cidade de São Mateus está estável e sem entrada de água do mar. O casco do navio permanece íntegro. Para garantir a estabilidade do navio, a empresa iniciou um processo de mergulho para instalação de tampas nas caixas de mar.

Polícia Federal

Um inquérito foi instaurado pela Polícia Federal para apurar os fatos que envolvem a explosão. Conforme divulgado pela PF na sexta-feira (13), o prazo inicial para a conclusão do inquérito é de 30 dias. Serão investigados os crimes de homicídio ou incêndio qualificado. Três dias após o acidente, quatro pessoas continuam desaparecidas. A assessoria da Polícia Federal também informou que uma equipe fará uma inspeção no navio-plataforma assim que as buscas terminarem e a embarcação for liberada.

 

Fonte: G1

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