Engenheiro ambiental: um aliado no combate à crise hídrica

Profissional é reverenciado neste dia 31 de janeiro, Dia do Engenheiro Ambiental


Itamar Xavier: Economia, planejamento, estudos técnicos e científicos e obras de infraestrutura no combate à crise hídrica

Muito tem-se falado a respeito dos recursos hídricos do País, diante da situação que vários Estados têm sofrido com a estiagem e o baixo nível dos reservatórios. Os profissionais da área tecnológica são fundamentais na busca por soluções viáveis para reversão desse quadro. Nesse escopo, os engenheiros ambientais têm importante papel nos estudos e projetos ligados à racionalização e a exploração de rios, reservatórios e água subterrânea, controlando a qualidade e a quantidade de água consumida.

O diretor financeiro da Mútua-TO, engenheiro ambiental Itamar Xavier da Silva, mestre em Gestão e Auditoria Ambiental pela Universitat Politécnica de Catalunya (Barcelona), especialista em Planejamento Urbano e Ambiental pela Universidade Federal do Tocantins (UFT) e especialista em gerenciamento de projetos para a gestão municipal de Recursos Hídricos pelo Instituto Federal do Ceará /Agência Nacional de Águas – IFCE/ANA, enfatiza: “Apesar de ser uma profissão recente, aliás, uma das mais novas do Brasil, a Engenharia Ambiental vem se preocupando cada vez mais com o planejamento dos recursos hídricos”. Contudo, segundo ele, o tema ainda é muito pouco discutido no País e envolve diversos pontos.

“Os poluentes oriundos do esgotamento sanitário, do percolamento e lixiaviamento de chorume de lixões, as altas cargas de efluentes industriais que inundam os nossos corpos d’água, associados à imensa quantidade de áreas impermeáveis das áreas urbanas, impossibilitando a recarga dos aquíferos e o consequente ciclo da água, estão sendo analisados e discutidos por estes profissionais, em equipes multidisciplinares. A ajuda vem em forma de estudos técnicos e científicos, em projetos de curto, médio e longo prazo. E estão sendo socializados nos diversos setores que contribuem com a quantidade e qualidade das águas e a minimização da degradação dos recursos naturais”, explica o diretor regional da Mútua.

Também de acordo com a avaliação do engenheiro ambiental, a atuação na área de Recursos Hídricos não é uma atribuição específica da Engenharia Ambiental. Ela abrange um universo muito grande de profissionais que devem trabalhar em conjunto. “Nenhuma profissão ou profissional pode se apoderar de tão larga área de atuação. O que acontece em uma bacia hidrográfica, por exemplo, abre possibilidades para inúmeros profissionais atuarem. Temos engenheiros trabalhando em todas as esferas de governo, no executivo, legislativo e judiciário, na iniciativa privada, em praticamente todos os tipos de indústrias e na prestação de serviços, bem como no terceiro setor”, esclarece.

Economia, planejamento, estudos técnicos e científicos e obras de infraestrutura são as saídas para modificar esse panorama de racionamento hídrico que assola o Brasil, defende Itamar Xavier. “Devemos diminuir drasticamente as perdas. Não podemos considerar como algo normal a perda de cerca de 10% da água na captação, de 15% no tratamento, de 34% na distribuição e cerca de 20% nas nossas residências e locais de trabalho”, ilustra ele, com dados da Revista Veja (edição nº 2.410, de 28 de janeiro de 2015).


A Engenharia Ambiental estuda, entre outros fatores, os limites da exploração dos recursos naturais

Sustentabilidade: a missão da Engenharia Ambiental

A Engenharia Ambiental é muito ampla. Um profissional dessa área pode trabalhar em diversas vertentes, como bioprocessos e biotecnologia, controle de poluição, geoprocessamento, planejamento e gestão ambiental, recuperação de áreas, saneamento, entre outras.

“Enquanto estudantes, viemos de um leque enorme de disciplinas com ementas de diversas áreas do conhecimento. Isso nos possibilita uma atuação exemplar quando se fala de qualidade ambiental. Entendo como sendo a missão do engenheiro ambiental a promoção do desenvolvimento sustentável. Para isso, tratamos do tripé social, econômico e ambiental, focados nos limites da exploração dos recursos naturais, buscando resultados que, de forma planejada, tendo como ferramenta a tecnologia, minimizem os impactos ambientais”, aponta o diretor da Mútua.

Além de diretor da Regional da Mútua-TO, Itamar Xavier da Silva é engenheiro ambiental efetivo da Prefeitura Municipal de Palmas (TO), diretor técnico do Consórcio Intermunicipal para a Gestão Integrada do Médio Tocantins (CI-Lago), presidente do Comitê das Bacias Hidrográficas do Entorno do Lago da UHE Luis Eduardo Magalhães (CBHEL), conselheiro do Conselho Estadual de Recursos Hídricos de Tocantins, do Conselho Estadual das Cidades de Tocantins e do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano de Palmas e vice-presidente da Associação Nacional dos Engenheiros Ambientais (ANEAM).

 

 

Fonte: Acme/Mútua

Fotos: Arquivo pessoal (Itamar Xavier da Silva)

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