CNE e Sistema Confea/Crea e Mútua discutem formação de profissionais


Calheiros participou do painel "Avaliação dos cursos de Engenharia e os impactos na formação profissional" e ainda foi homenageado por Daniel Salati

Sediado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), em Brasília (DF), acontece nesta segunda-feira (15) o seminário “Diálogo Confea/CNE: as Engenharias na perspectiva da demanda”, com a presença de conselheiros federais, presidentes de Creas e de entidades de classe e profissionais da área tecnológica e de educação. Presente, também, o diretor-presidente da Mútua, engenheiro agrônomo Cláudio Calheiros, que participou da mesa de condução dos trabalhos do segundo painel, que versou sobre “Avaliação dos cursos de Engenharia e os impactos na formação profissional”.

“A formação dos profissionais da área tecnológica é um dos principais assuntos que o Sistema Confea/Crea e Mútua tem trabalhado. Nossa visão da formação profissional vai muito além da capacitação técnica, ela deve abranger aspectos sociais, éticos e de sustentabilidade. E é isso que o Sistema busca, ao realizar este primeiro seminário com o CNE. Queremos que os estudantes tenham cada vez mais um ensino de qualidade e que, ao saírem das faculdades, tenham essa visão ampla da área tecnológica”, ponderou Calheiros.

Além da discussão dos currículos base dos cursos de Engenharia, o seminário trata, ainda, de outros temas relacionados à formação dos profissionais, conforme destaca o conselheiro federal, engenheiro agrônomo Daniel Antônio Salati Marcondes, um dos organizadores do evento. “Já há muito tempo o Confea vem discutindo diversas questões suplementares à formação dos profissionais. Entre elas, o registro dos profissionais, tendo em vista os inúmeros cursos que são criados no Brasil e que trazem nomes diversos e matrizes curriculares muito semelhantes, o que, também, interfere nas atribuições desses profissionais. Outra questão é dos profissionais que se formam fora do País, estrangeiros ou não, e que querem trabalhar aqui no Brasil, pois muitas vezes os currículos dos cursos internacionais não são nada parecidos com os nossos e estão muito aquém do número de horas que estudam nossos profissionais, nos causando dificuldade em titular esses profissionais. Além dessas questões, há a necessidade de algumas áreas modificarem suas matrizes curriculares”, apontou.

Salati ainda disse que esses assuntos já vêm sendo tratados com o Ministério da Educação (MEC) há pelo menos um ano e que se chegou à conclusão de que seria necessário este primeiro encontro para levantamento das demandas. A partir desse detalhamento das necessidades, novas reuniões deverão ser agendadas para a definição de como cada questão será trabalhada.

Compondo a programação do seminário, que é encerrado no final da tarde de hoje, são realizados, ainda, debates sobre “Desafios e perspectivas dos profissionais frente aos cursos de Engenharia” e “Articulação Confea e Sistema Educacional”. Representantes do MEC, da Associação Brasileira de Ensino da Engenharia (Abenge) e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) também acompanham o seminário.


Lideranças dos vários segmentos do Sistema prestigiam o seminário
 

 

Fonte: Acme/Mútua

Fotos: Alline Abreu (Acme/Mútua)

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