Confea abre em São Paulo ciclo de palestras durante a XVI Fimai


Mesa da abertura oficial da programação de palestras do Confea na Fimai: Calheiros, Júlio Fialkoski, Júlio Tocalino e Gumercindo

 

O diretor-presidente da Mútua, engenheiro agrônomo Cláudio Calheiros, participou nessa terça-feira (11), da abertura oficial do ciclo de palestras do Sistema Confea/Crea e Mútua na XVI Feira Internacional de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade (Fimai), realizada de 11 a 13 de novembro em São Paulo. Calheiros chamou a atenção dos profissionais do Sistema presentes no Auditório Confea para o reconhecimento dessa inédita parceria. “É importante participar de iniciativas como essa para, cada vez mais, podermos discutir os avanços na área tecnológica, com o devido respeito ao meio ambiente”, pontuou.

Saudando os participantes, o presidente em exercício do Confea, engenheiro mecânico Júlio Fialkoski, expressou em suas palavras a importância desta iniciativa para promover o intercâmbio de informações entre os mais diversos atores envolvidos no setor ambiental.“Estamos inovando ao juntar forças com a Fimai, o que é muito importante porque a área do meio ambiente é a que anda junto com a engenharia, a agronomia, a meteorologia, a geologia e a geografia. Somos responsáveis pela transformação dos recursos naturais, mas também pela preservação desses recursos, seja na construção de obras, na fabricação de carros, na geração de alimentos e no consumo da água. Por isso é importante nossa presença aqui, por meio das palestras, para podermos discutir a maneira mais sustentável de extração de recursos naturais”, afirmou o presidente em exercício do Confea.

Também presente, Júlio Tocalino Neto, diretor executivo da Fimai/Simai, ressaltou a importância da parceria entre as instituições. “Parabenizo o Confea, a Febrae e o Colégio de Entidades Nacionais pela iniciativa que começa neste ano e que traz excelentes palestras sobre sustentabilidade para a programação do Simai”, disse. Para Tocalino, a participação do Sistema Confea/Crea e Mútua, com a Febrae e o Cden, na realização da Feira Internacional é um diferencial no evento ao incluir público altamente qualificado, formado por seus registrados e associados em todo o Brasil.

 

Coordenador do Cden, o engenheiro de alimentos Gumercindo Ferreira falou de suas expectativas sobre o trabalho em parceria. “É com muito orgulho que, representando as entidades nacionais, estou aqui participando desta parceria e dedicando todos os esforços a esse evento. Que seja duradoura essa parceria, pois o debate sobre o tema sustentabilidade é fundamental para o Sistema”, afirmou.

Tratando-se de uma parceria inédita, o Sistema Confea/Crea e Mútua – por meio da Federação Brasileira de Associações de Engenheiros, Agrônomos e Arquitetos (Febrae) e do Colégio de Entidades Nacionais (Cden) -, e a organização da XVI Fimai montaram um espaço de mais de 100m² para estande,  com um auditório anexo de área idêntica, que leva o nome do Confea. No auditório é onde estão acontecendo palestras do Seminário Internacional de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade (Simai), com temáticas de interesse dos profissionais da área tecnológica.  A primeira palestra – “Energia 2014 – Brasil & termelétricas: essa energia é nossa!” -, foi realizada nessa terça-feira. Na manhã desta quarta-feira, o Auditório Confea recebe palestra “Cidades sustentáveis – oportunidades  de cooperação França-Brasil”, que irá tratar do Memorando de Entendimento entre a Região Paris e a Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo. A palestra teve início às 9h15, no Pavilhão Azul do Expo Center Norte, em São Paulo.

Brasil e Termelétricas – Essa energia é nossa!
O primeiro dia de debates no Auditório Confea foi dedicado ao tema “Brasil e Termelétricas – Essa energia é nossa!”. A discussão teve início com a palestra “Precisamos das plantas termelétricas no Brasil? – Panorama do setor elétrico no Brasil”, apresentado pelo assessor da Diretoria de Estudos de Energia Elétrica (EPE), Pedro Américo David.

Para o especialista, a expansão da parcela renovável da matriz eletroenergética no País, como energias eólica e solar, requer a ampliação de geração termelétrica – que é controlável –, de modo a manter a segurança do suprimento de energia elétrica.

O palestrante chamou a atenção do público para a evolução da matriz eletroenergética nacional. Segundo estudos do setor, a participação da geração renovável deverá ser mantida, alcançando 85.8% em 2022, a despeito da redução da participação da geração hidrelétrica de 75.1% para 68.8%, compensada pelo forte crescimento da geração eólica de 1.5 para 9.5%. “A matriz está passando de um modelo com fontes controláveis para um modelo com uma proporção muito maior de fontes não controláveis. Temos, então, uma mudança na forma de controlar essa matriz”, afirmou.

Na visão do especialista, essa mudança de cenário merece atenção por parte dos profissionais da área tecnológica, pois vários objetivos necessitam ser atendidos, como segurança do suprimento, economicidade e mitigação do impacto ambiental. “Mas dentre estes objetivos, o de segurança do suprimento é primordial, uma vez que a energia elétrica é um bem essencial para todas as atividades”, concluiu o palestrante.

Ao longo da tarde, foram discutidos ainda outros oito temas sobre energia, como “Transformando o potencial energético em potência real – tipos de caldeira”, “O Brasil é verde – Uso de biomassa na produção de energia”, “Cana energética – Novidade na matriz energética brasileira” e “Energia que todo mundo quer – produção de energia a partir de resíduos”.

Até quinta-feira (13/11), o Auditório Confea recebe uma programação com mais de 20 palestras sobre tecnologia, meio ambiente e sustentabilidade, além de debates promovidos em parceria com a Simai.

 

Fonte: Confea (com inserções)

Fotos: Confea

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