Lideranças do Sistema Confea/Crea e Mútua acompanham o Encontro Paranaense de Entidades de Classe


O diretor-presidente da Mútua parabenizou o Crea-PR pelo evento e ressaltou a importância da parceria entre as instituições do Sistema e as entidades de classe. Calheiros ainda enfatizou o relevante papel da Mútua no Sistema e destacou que o crescimento da Instituição tem refletido diretamente na vida de milhares de profissionais, em todo o Brasil

Foi realizado na quinta e sexta-feira (6 e 7), em Foz do Iguaçu, o 40º Encontro Paranaense de Entidades de Classe (EPEC), promovido pelo Crea-PR com a presença de cerca de 90 entidades de classe de todo o Estado, representadas no evento por aproximadamente 350 profissionais. Também acompanharam o Encontro, lideranças do Sistema Confea/Crea e Mútua, entre elas o diretor-presidente da Mútua, engenheiro agrônomo Claudio Pereira Calheiros, o engenheiro civil Wilson Lang (representando o presidente em exercício do Confea, engenheiro mecânico Julio Fialkoski), a conselheira federal e coordenadora da Comissão de Controle e Sustentabilidade do Sistema (CCSS), engenheira eletricista Ana Constantina Sarmento, o coordenador estadual do Colégio de Entidades Regional (CDER), engenheiro civil Nivaldo Barbosa de Lima, e a inspetora do Crea-PR, engenheira agrônoma Marcia Laino. Na solenidade de abertura ainda esteve presente o chefe de gabinete da Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu Rubens Prates Junior (representando o prefeito de Curitiba Reni Pereira).

O presidente em exercício do Crea-PR, engenheiro agrônomo Orley Jayr Lopes proferiu discurso lembrando que o evento é duplamente simbólico, já que em 2014 o Conselho completa 80 anos de atividade e, neste ano, o EPEC chega a 40 anos de existência. “Podemos dizer que sem as entidades de classe talvez o Sistema Confea/Crea e Mútua não existisse. Afinal, foi graças à luta das entidades precursoras que, em 1933, foi regulamentando o exercício da profissão de engenheiro e agrimensor”, recordou.
Em sua fala, o presidente destacou algumas ações realizadas pela atual diretoria, como a maior aproximação com as entidades de classe e instituições de ensino a partir da instituição do Departamento de Relações Institucionais (DRI) do Crea-PR, que dialoga de forma ampla com esses colegiados e colabora com suas ações e desenvolvimento. Também, o aumento em 60% do repasse das ARTs às entidades de classe, passando de 10 para 16%, dando mais independência e força às entidades, que realizaram ações e se fortaleceram junto à comunidade. Neste momento, Lopes fez um agradecimento especial à conselheira Ana Constantino, pelo seu papel fundamental na formatação das Resoluções n° 1052 e n° 1053.
Outro avanço significativo, segundo Lopes, foi a criação do Colégio de Entidades Regional do Paraná (CDER), que desde 2012 deu mais empoderamento e poder decisório às entidades. “Esse encontro é um exemplo desse trabalho, já que o CDER, em conjunto com o DRI, realizou toda a coordenação do evento”, lembrou.
Lopes citou ainda a fiscalização do Crea-PR, que também passou por mudanças profundas, com a implantação de um modelo inédito e inovador. “No ano passado, atingimos a marca histórica de mais de 70 mil fiscalizações e, em 2014, devemos atingir 80 mil atos fiscalizatórios. Além disso, criamos as operações de fiscalização especializadas (OFEs), realizadas de forma orientativa e não punitiva”, disse. “Ainda que tenhamos feito grandes passos, é preciso avançar constantemente na ocupação dos espaços a nós destinados, com competência e responsabilidades, assumindo e atendendo as demandas oriundas das inovações tecnologias, nos mantendo atualizados e valorizando nossas profissões”, encerrou.

Pronunciamentos

“É uma satisfação participar mais uma vez deste grande evento que o Paraná realiza para discutir ações importantes nas áreas afetas ao Sistema. Agradeço ainda o apoio do Crea-PR e das entidades de classe paranaenses na atuação da Mútua, instituição hoje reconhecida nacionalmente e que conseguiu retornar aos profissionais R$ 138 milhões em benefícios somente nos últimos três anos, com a previsão de retorno neste ano de R$ 130 milhões diretamente na mão dos profissionais”, disse Claudio Pereira Calheiros.
“O Paraná é um exemplo nesta forma de mobilizar, debater e levar assuntos aos profissionais e à sociedade. Que todos nós aproveitemos a oportunidade para atualizar conhecimentos e, acima de tudo, que o evento nos propicie rica troca de experiências, para que no final tenhamos mais subsídios para fortalecer nossas associações”, explanou Marcia Laino.
“A morfologia diferenciada que o Crea possui em comparação aos demais conselhos demanda profunda reflexão sobre a essência deste trabalho. Nesse contexto, precisamos resgatar o nosso protagonismo no mercado de trabalho e na sociedade, debatendo e atuando firmemente em temas regionais e nacionais, marcando definitivamente nossa presença no cotidiano”, comentou Wilson Lang. “A lei que trata da carreira de Estado e que devemos cobrar a sanção da presidente reeleita não trata apenas de uma carreira ou um empreguismo, e sim do reconhecimento pelo Estado brasileiro da quinta função pela qual existe um Estado democrático, que defende a justiça, segurança, educação, assistência social e infraestrutura. E é essa infraestrutura que foi abandonada e terceirizada que devemos retomar, assumindo o papel que a sociedade entende que devemos ter”.
A coordenadora do CCSS, Ana Constantina, lembrou aos presentes do trabalho realizado como relatora das Resoluções n° 1052 e n° 1053. “Foi um ato de responsabilidade perante a ‘caneta’ que eu tinha, que permitiu fazer a democratização junto às entidades de classe no repasse dos valores de ART. Antes impeditiva em diversos aspectos, a Resolução agora teve os entraves burocráticos reduzidos e aqui é um momento ímpar para celebrar esta conquista, junto com os profissionais aqui presentes”, comemorou.
“Neste ano, o evento tem como proposta priorizar as necessidades das entidades de classe paranaenses vinculadas ao Crea-PR. Assim, os assuntos abordados aqui foram idealizados pelos próprios profissionais a partir do CDER, tendo como premissa colaborar com a profissionalização das entidades de classe”, lembrou Nivaldo Barbosa de Lima.
“Entendemos a necessidade de um Conselho atuante em um Estado que possui uma obra do porte da Itaipu Binacional, localizada em Foz do Iguaçu e que é fruto da Engenharia. Uma obra que enriquece esta categoria profissional e enobrece a cidade”, resumiu Rubens Prates Junior.


Fonte: Crea-PR

Foto: Felipe Pasqualini

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